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Dia do Cérebro: Governo estadual emite alerta sobre problemas neurológicos causados pela Covid-19

Laís Santana

Em alusão ao Dia do Cérebro, celebrado nesta quinta-feira (22), o Governo do Pará emitiu um alerta sobre os danos neurológicos relacionados a Covid-19, sendo a alteração de memória um dos principais sintomas relatados por pacientes após o término do ciclo da doença. 

O médico Eric Paschoal, neurocirurgião e neurorradiologista do programa Triagem Pós-Covid, desenvolvido pela Policlínica Metropolitana, explica que o Covid-19 age pelo receptor da enzima conversora de angiotensina 2, que está presente em grande quantidade nas células do sistema nervoso central, no qual o cérebro é o principal órgão. Por isso, os indivíduos com uma carga viral maior acabam tendo maior pré-disposição a alterações da memória.

“O vírus é respiratório e por meio do trato olfatório, pelo nariz, consegue adentrar no sistema nervoso central. Pode penetrar no encéfalo pelas regiões medial e lateral/temporal. Nesta última, consegue ter íntimo contato com os neurônios situados na região relacionada à memória, que pode gerar alteração cognitiva de longo ou curto prazo”, esclarece o especialista. 

Fatores como lesões neurológicas causadas pela intubação por longos períodos e o desenvolvimento do transtorno de ansiedade também podem ocasionar perda de memória, estresse, dor de cabeça e outras alterações no cérebro. 

“Na Poli Metropolitana temos um equipamento de tomografia que permite identificar lesões específicas e um estudo com a polissonografia, que mede a atividade respiratória, muscular e cerebral durante o sono e que auxilia muito os pacientes com alteração da memória”, informa Eric Paschoal. 

Com o objetivo de tratar pacientes com sequelas permanentes após a infecção pelo coronavírus, o governo estadual, por meio da Universidade do Estado do Pará (Uepa), vem desenvolvendo o Programa de Atenção Integral à Saúde de Pacientes Pós-Covid-19. 

No Programa Pós covid o paciente recebe acompanhamento multidisciplinar, podendo o tratamento ser farmacológico, como nos casos de cefaleia e insônia grave, ou não farmacológico como treino cognitivo para recuperação da memória, treino olfativo para os casos de perda de olfato ou ainda grupos terapêuticos para os casos de transtorno de ansiedade. 

Coordenadora da área de complicações neurológicas do programa, a terapeuta ocupacional Carol Paranhos, afirma que mais de cinco mil pacientes já estão cadastrados no programa de atendimento. 

“Cerca de 30% destes pacientes procuram o serviço por queixas de memória e outras complicações neurológicas. Um estudo de pesquisadores da UNICAMP e USP Ribeirão Preto estimou que entre 28-55% dos pacientes que desenvolveram a forma leve ou moderada da doença podem manifestar sintomas neuropsiquiátricos e/ou neurológicos”, alerta.

A previsão é que o Programa Pós Covid abra novas inscrições no mês de agosto.

Belém
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