Belenense não descarta o lazer e encontros em bares mesmo diante da pandemia de coronavírus

Contraste entre alguns estabelecimentos era visível: enquanto uns amargavam a completa ausência de clientes, outros seguiam concorridos

Eduardo Rocha

Mesmo diante das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) pelo recolhimento doméstico como estratégia para conter o avanço da transmissão do coronavírus, o belenense não se intimidou e mostrou que ainda não está inteiramente disposto a seguir as medidas de prevenção da doença. Na noite desta quinta-feira (19), ainda era possível ver muita gente nos bares e outros espaços públicos da capital. No centro da cidade, o contraste entre alguns estabelecimentos era visível: enquanto uns amargavam a completa ausência de clientes, outros seguiam concorridos.

Em um bar e restaurante na esquina da avenida Marquês de Herval com a travessa Mauriti, no bairro da Pedreira, as mesas estavam quase todas cheias. “Eu sou autônoma, e entendo que não podemos ser prisioneiros de nós mesmos”, justificou uma cliente do estabelecimento. “Nós precisamos do outro, o brasileiro é um povo de contato, não é que nem o europeu”, destacou. Mas fiz questão de dizer que no bar havia garçons orientados para informar sobre o uso do álcool gel disponibilizado aos clientes.

O proprietário contou à reportagem de O Liberal que o bar completa 15 anos em 2020. “O nosso movimento caiu em torno de 60%. Até agora, não temos ordem de  fechar o estabelecimento, mas, se porventura baixarem um decreto dizendo que temos que fechar, eu vou ter que acatar como qualquer um”, argumentou.

Na noite desta quinta-feira (19), ainda era possível ver muita gente nos bares e outros espaços públicos da capital. (Cristino Martins / O Liberal)

O empresário relatou que, por volta das 23 horas desta quinta, havia no estabelecimento cerca de 100 pessoas. E destacou que o bar está enquadrado no decreto estadual que proíbe o funcionamento de eventos com mais de 500 pessoas.

No local, atuam 70 funcionários em geral. A queda movimento de clientes foi sentida principalmente  desde domingo (15).  O empresário disse que as mesas do bar foram afastadas em um metro e nas colunas foram disponibilizados frascos com álcool gel para uso dos frequentadores.

Temor

Em outro bar, desta vez na esquina da avenida Romulo Maiorana com a travessa Vileta, de 20 mesas organizadas no bar, somente quatro estavam ocupadas por volta das 23 horas desta quinta-feira (19). O movimento no bar caiu desde segunda-feira (16). A presença de pessoas em bares e restaurantes divide opiniões em Belém: para alguns é imprudência, e, para outros, aceitável, visto que não se pode radicalizar na mudança de comportamento.

Não só nos bares e restaurantes, mas em vários outros estabelecimentos comerciais na Grande Belém empregados vem se mostrando preocupados com os efeitos econômicos da crise gerada pelo coronavírus. Em outras palavras, trata-se do risco de aumento do desemprego, em virtude da queda da demanda por produtos e serviços.

Belém
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