Belém participa de manifestação nacional a favor do Meio Ambiente

Manifestantes se reúnem no centro da cidade para protestar contra destruição da floresta e políticas do governo federal

Redação Integrada

Próximo das 10h, deste sábado, (24), cerca de mil pessoas, sobretudo universitários, ambientalistas e lideranças sindicais se concentravam na Praça da República, próximo ao Teatro da Paz, encampando o movimento nacional de manifestações pela Amazônia que ocorreu em mais de 60 cidades do mundo. A intenção, na medida que a manhã avançasse, era sair em caminhada à Praça do Relógio, na área do Ver-o-Peso, onde o ato público seria encerrado.

A manifestação terminou na Praça do Relógio, em Belém (Ary Souza)
Em Belém, a manifestação foi organizada por coletivos como o "Juntos'', entidades ambientalistas, como a organização não governamental "Guardiões e Amigos de Parques Ecológicos'', centros acadêmicos universitários e partidos políticos de esquerda como o PSOL, e centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

As manifestações deste sábado ocorrem após fazendeiros promoverem o que foi batizado como “dia do fogo”, ato coordenado de queimadas ao longo da BR-163, no sudoeste do Pará. Várias cidades foram cobertas por densas nuvens de fumaça. 

Apresentando-se como uma das mobilizadoras do evento, em Belém, Nice Gonçalves, disse pertencer ao movimento indígena nacional Sem Medo. Ela e outros representantes das entidades civis usavam o microfone conectado a um trio elétrico para protestar contra o aumento do desmatamento e as queimadas na região da Amazônia.

"A gente culpa a sociedade mas nós somos a sociedade e a produção de carne para a exportação é uma das maiores causas do desmatamento das florestas, a gente precisa ter consciência de nossos hábitos alimentares e das consequências deles para o meio ambiente'', disse a estudante de Direito pelo Centro de Estudos do Pará (Cesupa), Jéssica Monteiro, que portava um cartaz com dizeres em defesa do meio ambiente, ao lado das amigas, a estudante de Arquitetura, pela UFPA, Juliana de Aquino e ainda da aluna, do ensino médio, Ully Farias.

Para a artista plástica e empreendedora, Telma Barbosa, os amazônidas precisam se posicionar em favor da região. "A Amazônia não pode cair no caos que este governo federal quer instalar. O conhecimento e a ciência precisam avançar. O conhecimento precisa estar à frente das decisões sobretudo as políticas'', observou Telma Barbosa, na companhia da ambientalista e pesquisadora universitária, Socorro Ferreira, para quem o momento político exige que o brasileiro se posicione publicamente. 

Telma Barbosa e Socorro Ferreira: momento político exige posicionamento (Valéria Nascimento)

"Eu não poderia deixar de estar aqui. Respeito a humanidade, sou militante dos direitos humanos, dos direitos dos trabalhadores, da preservação ambiental. Estou aqui pela vida. É hora de vir para rua, é tempo de se manifestar em defesa das nossas florestas, dos recursos naturais. Sem água, sem sombra, sem verde, como é que a gente vai sobreviver?'', questionou a ambientalista.

 

Belém
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