Arena da Fumbel é reinaugurada no centro de Belém e recebe crianças Warao

Eduardo Rocha

Os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) da Organização das Nações Unidas (ONU) foram comemorados em Belém, nesta segunda-feira (2) à noite, com a reinauguração da Arena da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel) na Avenida Governador José Malcher com a Dr. Moraes, no centro da capital paraense. "Com a entrega das obras nesse espaço cultural, nós celebramos o protagonismo da criança", afirmou o prefeito Zenaldo Coutinho no evento. No espaço, houve exibição do Coral Warao, reunindo 27 crianças dessa etnia provenientes da Venezuela (assistidas pela Funpapa, Semec e Sesma), e mais 19 alunos da Escola Municipal Ayrton Senna, do bairro do Guajará, no Projeto Cantarolar coordenado pelo músico Salomão Habib. Crianças e adolescentes com deficiência externaram mensagens sobre conquistas e desafios relacionados aos direitos dos cidadãos mirins.

Cantar tem um significado todo especial para o estudante Marcos Vinícius Santos, de 11 anos, do 5º ano do Ensino Fundamental da "Ayrton Senna". "Eu me sinto feliz quando canto no coral porque gosto de música e convivo com pessoas", destacou o menino, morador do Guajará e que pretende ser arquiteto. A perspectiva de vida de Marcos Vinícius, atrelada à dignidade de crianças e adolescentes no mundo, indica a atenção que eles merecem ter de gestores públicos e cidadãos, como preconizado na CDC.

Desafios

A Arena Cultural volta a funcionar com programação cultural, mediante a revitalização do espaço, abrangendo o anfiteatro com arquibancadas, estrutura de camarim, banheiros e pintura geral, como informou o presidente da Fumbel, Fábio Atanásio. Foi investido o montante de R$ 40 mil em quatro meses de obras. Há cerca de dois anos, o espaço estava sem funcionar. "Nos três finais de semana, nós teremos na sexta, sábado e domingo, até o dia 22, cantos natalinos aqui, nesse espaço, mobilizando 19 corais de Belém", arrematou Atanásio.

"A celebração dos 30 anos da CDC é a celebração de uma mudança cultural no mundo sobre como olhamos para crianças a adolescentes, deixando de ser um objeto de proteção, de caridade, como propriedade dos adultos, para uma visão de sujeito de direitos, com responsabilidades definidas para os pais, comunidades e governantes", enfatizou a coordenadora de Território da Amazônia pelo Unicef, Anyoli Sanabria Lopez. Como disse Anyoli, apesar dos avanços em saúde (mortalidade infantil caiu mediante vacinação, controle pré-natal e políticas), na educação (acesso de crianças a escolas), há desafios claros atuais, como cerca de 2 milhões de crianças fora da escola no Brasil, país que registra não mais reduziu os níveis de mortalidade infantil ao registrado em 2015, e levar serviços para crianças em comunidades distantes na Amazônia Legal.

Belém
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