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'Queremos alunos de todo o Brasil, mas garantindo vagas para os do nosso Estado', diz reitor da UFPA

Gilmar Pereira defende bonificação de 10% no Enem para Medicina como forma de garantir equidade regional no PS 2026

Gabriel da Mota e Hannah Franco

O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), professor doutor Gilmar Pereira, afirmou que a instituição busca receber estudantes de todo o Brasil, mas sem abrir mão de políticas que garantam o acesso de alunos do próprio Estado. A declaração foi feita nesta sexta-feira (30) em entrevista ao Grupo Liberal, durante a divulgação do listão do Processo Seletivo de 2026.


Na ocasião, o reitor destacou a importância do Fator de Atenuação das Desigualdades, política que substituiu o antigo bônus regional. A medida concede uma bonificação de 10% na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para candidatos em cursos onde a demanda de fora do Pará supera 5% das vagas ofertadas. Segundo ele, a medida é essencial para promover equidade regional e evitar que vagas locais sejam ocupadas majoritariamente por candidatos de outras regiões.

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De acordo com Gilmar Pereira, sem a aplicação do fator de atenuação, o Pará poderia perder mais de 150 vagas apenas em Medicina, além de impactos em outras 14 graduações da instituição. Atualmente, o modelo contempla cursos como Medicina (Belém e Altamira), Medicina Veterinária, Direito, Psicologia e diversas Engenharias.

"A gente tem se desafiado para criar um atenuante que garanta que os alunos do Estado do Pará tenham acesso à universidade. Isso, para nós, é muito importante. Se nós não aplicássemos esse atenuante, o Estado do Pará perderia mais de 150 vagas apenas em Medicina, fora os outros cursos. Nós queremos alunos de todo o Brasil, mas queremos garantir que os alunos do nosso Estado tenham acesso", disse o reitor.

Para o gestor, a UFPA cumpre um papel de acolhimento social. "Nós não somos uma universidade fechada, somos uma universidade que pensa o país inteiro, mas precisamos garantir que a comunidade do nosso Estado tenha acesso a esse direito. Muitos não podem sair daqui para prestar vestibular em universidades como a USP ou em outras regiões, e é nosso papel acolhê-los aqui, na nossa universidade", completou.