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Passarela na av. Júlio César tem risco de desabamento e trânsito é interrompido em Belém

A Prefeitura de Belém determinou a realização de uma vistoria técnica detalhada na estrutura da passarela, além da análise das condições de segurança de outras intervenções vinculadas à obra, garantindo que nenhum risco seja imposto à população

Saul Anjos

Uma passarela que fica na Avenida Júlio César, nas proximidades do Parque São Joaquim e do Aeroporto Internacional de Belém, precisou ser interditada na tarde desta sexta-feira (6/3) por risco de desabamento. De acordo com a Prefeitura de Belém, assim que a situação foi constatada, equipes técnicas da área de infraestrutura do município foram acionadas para avaliar as condições da estrutura e adotar medidas emergenciais de segurança. Como medida preventiva, foi determinada a interdição da via no trecho afetado para evitar qualquer risco à população.


A Polícia Militar, Corpo de Bombeiros (CBMPA) e também a Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel), que organizam o fluxo de veículos e orientam condutores sobre rotas alternativas, a fim de minimizar os impactos no trânsito da região, estão no local.

O capitão Waldemar Souza, do CBMPA, disse que, assim que os militares da corporação chegaram à avenida, já providenciaram o isolamento da área. De acordo com ele, os agentes, juntos com a Segbel e a PM, trabalham em conjunto para “diminuir o risco do cenário”. Até às 17h30, eles aguardavam um equipamento da Prefeitura de Belém para um “reforço ou retirada da passarela”.

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O supervisor Ismaile, da Segbel, explicou que as equipes mantiveram um bloqueio na Júlio César com a avenida Pedro Álvares Cabral, para que os condutores não seguissem sentido ao Aeroporto. Ao invés de passar por esse trecho, ele recomendou que os moradores seguissem pela Arthur Bernardes, Centenário e Augusto Montenegro.

“Existe outro bloqueio na Pedro Álvares Cabral, ao lado do Corpo de Bombeiros, para ninguém conseguir acessar a Júlio César. Tem outro bloqueio na Pedro Álvares Cabral, oposto ao do Corpo de Bombeiros, para que ninguém consiga subir para a Júlio César. E na Centenário, temos um bloqueio no início da ponte, onde houve o abalo da estrutura”, detalhou Ismaile.

A Prefeitura de Belém ressaltou que a obra é de responsabilidade do Consórcio Igarapé São Joaquim, empresa contratada para a execução dos serviços. "Diante do ocorrido, o município já iniciou os procedimentos administrativos para apuração rigorosa das responsabilidades técnicas, incluindo a notificação formal da empresa para que apresente esclarecimentos imediatos e adote as providências necessárias para a correção do problema", informou.

Caso sejam constatadas falhas na execução ou no cumprimento das normas técnicas e contratuais, a gestão municipal disse que o Consórcio Igarapé São Joaquim (composto pelas empresas Construbase Engenharia e HTBR Arquitetura e Engenharia) será devidamente responsabilizado, podendo sofrer sanções administrativas, contratuais e legais, conforme previsto no contrato e na legislação vigente.

A Prefeitura também determinou a realização de uma vistoria técnica detalhada na estrutura da passarela, além da análise das condições de segurança de outras intervenções vinculadas à obra, garantindo que nenhum risco seja imposto à população.

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