Flanelinhas em Belém: motoristas sugerem regularização da atividade na capital paraense
A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) é responsável pela fiscalização e ordenamento de vagas públicas na cidade
Em Belém, a atuação de guardadores de carros, popularmente chamados de flanelinhas, é constante alvo de debates. Entre os episódios discutidos, está a agressão sofrida por um turista que se recusou a pagar pelo estacionamento em uma via pública, no bairro de São Brás, em junho desse ano. Para motoristas, o trabalho não deve ser extinto, mas, sim, regularizado.
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O aposentado e autônomo Manoel Miranda, de 79 anos, destaca que ser guardador de carro é uma profissão e que deve ser valorizada corretamente. Ele acredita que a remuneração fixa e licença para o serviço são essenciais para a segurança — tanto dos trabalhadores, quanto dos condutores.
“Eles poderiam ter um órgão que oferecesse para eles um trabalho, remunerasse eles. Mas muitos não gostam, não querem se cadastrar. Não é mal, só falta isso”, afirma.
A opinião do servidor público João Bosco, de 43 anos, é a mesma. Além da regularização da atuação nas ruas da cidade, ele sugere que todos os guardadores de carros estejam uniformizados para facilitar a identificação e as quantias cobradas sejam tabeladas.
“Eu acho que eles têm que ter o serviço deles. Só que eles ficam cobrando um valor que, digamos assim, é acima do que deveria ser cobrado. É um serviço que a cidade deve ter, só que é um valor alto para a gente”, diz.
Atividade em Belém
A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel), em nota enviada à Redação Integrada de O Liberal, afirma que fiscaliza e organiza as vagas públicas na cidade por meio da Operação Vaga Segura, do programa Belém em Ordem.
“A secretaria esclarece que a atividade de guardador autônomo de veículos é regulamentada pelo Governo Federal. No entanto, a cobrança pelo uso de vagas públicas, bem como abordagens que envolvam intimidação, ameaça, constrangimento ou qualquer tipo de extorsão, não é autorizada”, afirma.
A Segbel recomenda que, se houver abordagem intimidatória ou cobrança sob ameaça e/ou constrangimento, o condutor evite confronto e entre em contato com a Guarda Municipal de Belém (GMB) pelo número 153.
“A Segbel reforça que as ações da Operação Vaga Segura têm como objetivo garantir o uso regular e democrático das vagas públicas, coibir irregularidades e assegurar o direito de circulação e estacionamento da população”, conclui.
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