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Engenheiro responsável pela obra aponta deformação além da prevista em passarela

As causas do problema só poderão ser confirmadas após os testes técnicos.

Ana Laura Carvalho

A passarela na Avenida Júlio César, em Belém, apresentou uma deformação estrutural "além do previsto". O problema foi identificado na última sexta-feira (7) pelo engenheiro Vinícius Carandina, do Consórcio Igarapé São Joaquim, responsável pela obra. Como medida preventiva, o vão central da estrutura está sendo removido nesta terça-feira (10) para análises técnicas.

Segundo Carandina, a decisão de remover o vão central foi tomada para garantir a segurança e permitir inspeções detalhadas. "Na sexta-feira, a estrutura apresentou uma deformação, para além do previsto no projeto. Então, a gente tomou a decisão, de forma preventiva, de remover o vão central dela para fazer análise em solo", explicou o engenheiro, destacando a segurança de ensaios e inspeções em solo sem o movimento de veículos na via.

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Retirada da estrutura mobiliza grande operação

A operação de retirada mobiliza uma grande equipe e equipamentos pesados na noite desta terça-feira (10). Carandina detalhou a logística envolvida para a remoção da peça danificada.

"A retirada está sendo feita com três guindastes, cinco plataformas de apoio e 120 homens que estão trabalhando. O processo de remoção tem uma programação de durar 24 horas", informou o engenheiro.

A parte central da passarela será levada para uma área de apoio. Lá, serão realizados os ensaios e inspeções técnicas para identificar a causa exata da deformação. "Vai ser removida a parte central por completa, levada para uma área de apoio que a gente tem externa para iniciar as inspeções e os ensaios em campo", disse Carandina.

Definição após laudos técnicos

Após a conclusão das análises, será definido o futuro da estrutura. O engenheiro explicou que a passarela poderá ser refeita, reconstruída ou reformada antes de ser reinstalada. "Logo na sequência, assim que a gente tiver o laudo e a conclusão do que houve, a estrutura pode ser refeita, reconstruída ou reformada e lançada novamente de forma que tenha segurança para a população", afirmou. Ele reforçou que a estrutura ainda não estava liberada para uso de pedestres e estava 100% bloqueada.

Carandina ainda destacou que deformações em estruturas metálicas são comuns durante a construção, mas que o comportamento registrado neste caso foi superior ao previsto nos cálculos de engenharia. "Só que ela teve uma deformação um pouco além do previsto", pontuou.

As causas do problema só poderão ser confirmadas após os testes técnicos. "Para se afirmar hoje o que de fato ocorreu, a gente depende de ensaios, de laudos que vão ser feitos posterior à remoção da estrutura", concluiu o engenheiro responsável.