Belém aparece entre capitais com menor taxa de obesidade do país; confira o ranking
Dados do Ministério da Saúde mostram que capital paraense tem 35,12% de adultos com obesidade
Belém aparece entre as capitais brasileiras com menor índice de obesidade, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde. De acordo com o levantamento, 35,12% dos adultos atendidos na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital paraense têm obesidade.
O percentual coloca Belém na parte inferior do ranking nacional. Quando considerado o recorte de obesidade somada ao sobrepeso, 71,77% da população adulta atendida pelo SUS na capital está acima do peso.
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Apesar da posição de Belém, os números nacionais indicam avanço expressivo da obesidade nas últimas duas décadas. Dados da pesquisa Vigitel, inquérito anual conduzido pelo Ministério da Saúde nas capitais brasileiras, mostram que a prevalência da obesidade no Brasil aumentou 118% entre 2006 e 2024. Atualmente, 25,7% dos adultos brasileiros têm obesidade.
Considerando o sobrepeso, quando o índice de massa corporal (IMC) ultrapassa 25 kg/m², o crescimento foi de 46,9% no mesmo período, atingindo 62,6% da população adulta.
Embora a Vigitel ouça apenas moradores das capitais, os dados mais recentes do Sisvan, referentes a 2025 e baseados em atendimentos realizados na atenção primária do SUS, indicam um quadro ainda mais preocupante em nível nacional. Segundo o levantamento, 36,3% dos brasileiros adultos atendidos no ano passado apresentavam obesidade, enquanto 70,9% estavam acima do peso. Os números foram divulgados pelo jornal O Globo.
Recife lidera ranking entre capitais
Entre as capitais, Recife (PE) lidera o ranking, com 47,17% da população adulta com obesidade. Quando somado o sobrepeso, o percentual chega a 77,44%. Em segundo lugar aparece Porto Alegre (RS), com 44,11% de obesidade e 74,9% considerando excesso de peso.
Confira os percentuais registrados nas capitais:
| Capital | Taxa de obesidade | Obesidade + Sobrepeso |
| Recife | 47,17% | 77,44% |
| Porto Alegre | 44,11% | 74,90% |
| Natal | 44,01% | 77,34% |
| Belo Horizonte | 43,69% | 74,16% |
| Aracaju | 41,64% | 73,96% |
| Curitiba | 41,43% | 72,76% |
| Campo Grande | 41,09% | 73,57% |
| Fortaleza | 40,80% | 75,18% |
| Cuiabá | 40,56% | 73,19% |
| Rio de Janeiro | 40,49% | 71,98% |
| Florianópolis | 40,35% | 71,02% |
| Maceió | 40,10% | 73,34% |
| João Pessoa | 39,41% | 72,17% |
| Salvador | 39,02% | 71,56% |
| Rio Branco | 38,87% | 71,65% |
| Manaus | 38,85% | 74,04% |
| Porto Velho | 38,60% | 72,74% |
| São Paulo | 37,63% | 72,17% |
| Macapá | 36,36% | 72,83% |
| Goiânia | 35,70% | 70,21% |
| Boa Vista | 35,32% | 70,98% |
| Belém | 35,12% | 71,77% |
| Vitória | 34,06% | 66,72% |
| Teresina | 33,42% | 69,95% |
| Brasília | 31,69% | 66,89% |
| São Luís | 30,35% | 68,03% |
| Palmas | 29,31% | 64,77% |
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