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Após deslizamento de terra, 30 residências permanecem em risco em Icoaraci

Uma das residências foi totalmente destruída e outras sete foram diretamente afetadas, informou a Prefeitura de Belém

Dilson Pimentel

Após o deslizamento de terra, aproximadamente 30 imóveis do loteamento Recanto Verde, em Icoaraci, distrito de Belém, seguem ameaçados devido à instabilidade do terreno e ao risco de novos deslizamentos. O deslizamento ocorreu na madrugada do último sábado (28), em uma área de barranco alto, com casas construídas em diferentes níveis, o que agravou o impacto do incidente.

Uma das residências foi totalmente destruída e outras sete foram diretamente afetadas, atingindo cerca de 40 pessoas. Durante a vistoria, ainda segundo a Prefeitura de Belém, os técnicos constataram que, além das casas já comprometidas, aproximadamente 30 imóveis próximos permanecem ameaçados, devido à instabilidade do terreno e ao risco de novos deslizamentos.

E, na segunda-feira (2), a Prefeitura de Belém realizou uma visita técnica ao loteamento Recanto Verde, no distrito de Icoaraci, após o deslizamento de terra que deixou sete residências inabitáveis e colocou dezenas de famílias em situação de risco. Equipes da Defesa Civil Municipal, da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) estiveram no local para avaliar os danos, prestar atendimento imediato aos moradores e iniciar as medidas emergenciais de assistência.

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Na segunda-feira, pela manhã, o prefeito Igor Normando acompanhou os trabalhos e falou sobre as providências adotadas. “A gente acionou a Defesa Civil, a nossa Assistência Social. A gente está aqui também com a Segbel (Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade), com a Secretaria de Habitação e, também, a gente está em contato com o Ministério das Cidades”, disse.

“A ideia é que a gente possa acolher, nesse primeiro momento, as famílias, dando a elas aluguel social por parte da prefeitura, dando toda a assistência de que elas precisam. E, posteriormente, a gente conseguir, junto ao Ministério das Cidades, que garanta e inclua essas famílias no (programa) ‘Minha Casa, Minha Vida’, dando a elas um novo lar. A gente sabe que, infelizmente, ações como essa estão acontecendo em todo o Brasil. Mas a gente está aqui para enfrentar os problemas, os desafios, e acolher essas pessoas que tanto precisam da gente”, afirmou.

Orientação às famílias:

Como serviço à população, a Prefeitura de Belém orienta que famílias que residem em áreas com risco de deslizamento ou que identifiquem sinais de instabilidade, como rachaduras, inclinação do terreno ou movimentação do solo, procurem a Defesa Civil Municipal para solicitar vistoria técnica. Após a avaliação, a Defesa Civil emite um laudo que, em caso de constatação de risco ou necessidade de interdição do imóvel, permite o encaminhamento das famílias para atendimento da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), responsáveis pelas medidas de assistência social, como o aluguel social, e pela análise de inclusão em programas habitacionais.

Ainda segundo a prefeitura, a atuação integrada dos órgãos municipais busca garantir segurança, assistência social e uma solução habitacional digna para as famílias atingidas, além de reduzir os riscos em uma região historicamente vulnerável a deslizamentos, especialmente durante o período de chuvas intensas em Belém.