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Chuvas em Belém: Áreas centrais voltam a alagar no inverno amazônico

Moradores e trabalhadores relatam os problemas enfrentados a cada período chuvoso na capital paraense. Situação é histórica, causando transtornos a pedestres e motoristas

Bruna Lima
fonte

Com a intensificação das chuvas típicas do inverno amazônico, antigos problemas de alagamento voltam a afetar moradores, trabalhadores e quem precisa circular por áreas centrais de Belém. Na travessa Campos Sales entre Riachuelo e Aristides Lobo, bairro da Campina, um casarão antigo deteriorou ainda mais e apresenta risco de desabamento. 

Na semana passada, a reportagem esteve no bairro da Campina para atender a denúncia de moradores. Nesta segunda (26), eles voltaram a reclamar e falar da preocupação com o desabamento do casarão. “As rachaduras depois da chuva de hoje ficaram mais evidentes e a porta caiu devido a parede ter cedido. A iminência de um desmoronamento é questão de pouco tempo”, destaca uma moradora que preferiu não se identificar.

A reportagem visitou dois pontos críticos onde a situação se repete a cada período chuvoso. Um dos trechos mais afetados pelo alagamento fica na Rua dos Mundurucus, próximo à esquina com a Alcindo Cacela.

Moradora da área há 50 anos, Socorro Silva, de 67 anos, relata que o problema é antigo e recorrente. “Essa história é antiga já. Sempre que chove muito, alaga e causa transtornos para motoristas e pedestres”, afirma. A situação permanece a mesma sempre que a chuva é mais intensa, apesar do crescimento da cidade.

Pedreiro lamenta transtornos e sugere soluções

Aldo Nazareno Rodrigues, pedreiro que utiliza a Rua dos Mundurucus como rota constante para o trabalho, enfrenta diariamente os impactos do alagamento. “É direto, se chove, enche. Isso aqui é o inverno todo. Vai ser assim, não vai mudar”, lamenta. Ele conta que não tem outra alternativa de trajeto, pois “se eu for para o outro lado, é a mesma coisa”.

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Para Aldo, uma possível solução seria elevar o nível da rua ou melhorar o sistema de drenagem da área.

Alagamentos na Pariquis também causam prejuízos

Outro ponto considerado crítico fica no cruzamento da Rua dos Pariquis com a Rui Barbosa, onde o acúmulo de água também é frequente.

Jordona Fernanda, de 29 anos, trabalha em uma padaria próxima à esquina e acompanha de perto os transtornos causados pelas chuvas. “Toda vez que chove, fica desse jeito. Enche tudo”, relata. Apesar de a água escoar relativamente rápido, os alagamentos já causaram diversos prejuízos. “Já vi vários carros enguiçados aí”, conta.

Jordona lembra de situações em que precisou ajudar motoristas. “Teve uma senhora que ficou presa com o carro, ficou muito nervosa. Eu ajudei, deixei ela aqui até a situação melhorar”, relata.

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Belém
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