Abrigo municipal que já atendeu 759 vítimas de violência doméstica segue vazio na pandemia

A Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz é ligada à Funpapa desde 2013 e se mantém como importante ponto de apoio e atendimento em Belém

Redação integrada de O Liberal

A Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e a Prefeitura Municipal de Belém já realizou mais de 759 atendimentos, de 2013 a março de 2020, no abrigo que presta serviços de proteção às mulheres que sofrem violências praticadas por maridos e companheiros na capital. Porém, durante a pandemia da covid-19, as instalações seguem vazias, sem procura. 

A Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz (CAERD) oferece acolhimento provisório de mulheres, acompanhadas ou não de seus filhos menores de idade, que residam no mesmo domicílio e se encontram em situação de risco de morte ou ameaças, em razão de violência doméstica. 

O atendimento no abrigo é desenvolvido por uma equipe multiprofissional com assistente social, psicóloga, pedagoga, terapeuta ocupacional e educadora social. A casa conta com uma estrutura de  salas de recepção, três dormitórios, banheiros, coordenação, sala pedagógica, sala dos técnicos, brinquedoteca, sala de estar, cozinha e refeitório. O espaço que tem capacidade para acolher até 20 mulheres. 

Até a publicação desta matéria, porém, nenhuma vitima se encontrava acolhida no espaço.  A redação integrada de O Liberal apura junto à Prefeitura Municipal de Belém se essa situação tem relação com a diminuição de serviços frente ao regime da pandemia de covid-19. O isolamento social tem mantido famílias inteiras em casa por tempo prolongado - situação que tem aumentado a violência doméstica, apontam estudos. 

Apoio integral a casos de violência


“Quando elas chegam ao espaço, recebem atendimento psicossocial, pedagógico e terapêutico ocupacional, individual e grupal. Realizamos articulação e encaminhamentos à rede de serviço intersetorial e, quando necessário, acompanhamentos externos. Elas recebem, também, atividades que incluem artesanato, possibilitando, assim, que as mulheres consigam adquirir meios para se inserirem no mercado de trabalho”, pontua coordenadora do espaço de acolhimento para mulheres, Francimeire Santos. Segundo ela, as acolhidas recebem atendimento especializado por uma equipe multidisciplinar. 

Coordenadora Francimeire Santos: acolhida especializada (Funpapa - Comus)

O sigilo sobre a localização é uma das bases do trabalho para evitar qualquer possibilidade dos agressores descobrirem onde as vitimas estão. A Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz possibilita segurança física e emocional, fortalecendo a autoestima e promove a cidadania. 

Os técnicos articulam e encaminham as demandas junto à rede de serviços, desenvolvendo capacidades e oportunidades para o fortalecimento e construção da autonomia pessoal e social. Dentro dos serviços está a continuidade das situações de violência, através de ações socioeducativas que desmitifiquem o papel sócio cultural da mulher na sociedade.

Para ter acesso ao serviço, a mulher que está sofrendo qualquer tipo de violência e queira ser acolhida, deve realizar boletim de ocorrência policial na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou em qualquer delegacia; residir no município de Belém; estar sob ameaça de morte e não ter local seguro para ficar, e ser encaminhada pela Deam e outras delegacias.

Denúncias de violência contra a mulher devem ser feitas pelo Disque 180 (com informações da Agência Belém).

Espaço está aberto desde 2013 (Funpapa - Comus)
Belém
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