Moradores interditam Rua 2 de Junho após forte chuva em Ananindeua
Nas redes sociais, vídeos foram compartilhados sobre o caso e mostram a rua bloqueada com móveis e pedaços de madeira
Moradores interditaram a Rua 2 de Junho, próxima à rodovia BR-316, no bairro de Águas Brancas, em Ananindeua, na Grande Belém, nesta segunda-feira (20/4). Segundo a Polícia Militar, que foi acionada para a ocorrência, o motivo da manifestação é por conta dos transtornos causados pela forte chuva registrada no domingo (20/4). Nas redes sociais, vídeos foram compartilhados sobre o caso e mostram a rua bloqueada com móveis e pedaços de madeira.
Entre os moradores que tiveram prejuízos está Daniele e Silva, que mora na área com o marido e os dois filhos. "Queremos nosso remanejamento de dentro da comunidade. Vivemos seis anos nessa luta e tudo foi perdido. Toda vez que chega o inverno, perdemos alguma coisa. Só que, dessa vez, perdemos tudo. Estou na rua. Não teve tempo de salvar nada. A água chegou até o pescoço”, disse.
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A Redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento da Prefeitura de Ananindeua sobre o caso e aguarda retorno.
A chuva
Com a chuva de domingo (19/4), diversos pontos de Ananindeua registraram alagamentos. No bairro Jibóia Branca, ruas ficaram completamente alagadas. Inclusive, nesse mesmo local, uma mulher e um bebê recém-nascido precisaram ser resgatados dentro da estrutura de uma geladeira, devido ao nível elevado da água. No Parque do Maguari, parte do cercado desabou durante a chuva.
Ainda no domingo (19/4), a Prefeitura de Ananindeua informou que as ocorrências foram registradas, principalmente, nos bairros do Maguari, Jiboia Branca, Águas Lindas, Hélio Gueiros, Jardim América e Nova União, além da Rua Canaã e da área do Jader Dias.
Em ação integrada com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Trabalho (Semcat), Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Semutran), foram disponibilizados abrigos provisórios em unidades escolares próximas às áreas afetadas, garantindo acolhimento das famílias.
A Defesa Civil segue em monitoramento contínuo das áreas de risco e reforça que, em caso de emergência, a população pode acionar o órgão pelo telefone (91) 99339-8726.
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