Aposentada Luzanira Ramos denuncia alagamentos crônicos em passagens do bairro do Guamá
A água invade as ruas, o que dificulta a circulação e causa transtornos frequentes na região
No bairro do Guamá, em Belém, um problema crônico de alagamento assola os moradores da Passagem Adriano, como é o caso da aposentada Luzanira Ramos, de 71 anos, que mora no local desde que nasceu. A água invade a rua, o que dificulta a circulação e causa transtornos frequentes na região. O problema se repete em algumas vias próximas, como as passagens Joli, Adriano, Marilene, Ezeriel e Redenção, entre outras. O registro foi feito no dia 23 de março.
Segundo Luzanira, a situação fica ainda mais difícil no inverno amazônico. Com as chuvas e a maré cheia, os moradores não conseguem sair de casa. “De manhã nós levamos as crianças para o colégio, mas tem dias que elas nem vão, porque não tem condições. Um moradora daqui trabalha de moto e não consegue nem entrar aqui com o veículo. Fica um lamaçal por causa da ‘aguaceira’, igual um rio”, diz a aposentada.
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Quase todas as passagens do entorno ficam cheias, não só no inverno amazônico, como também em outros períodos do ano. “Todas enchem, as casas têm calçadas altas [por conta da situação]. Não tem como ficar aqui, só Deus para ajudar a gente”, lamenta.
“Muita gente já adoeceu aqui. O vizinho pegou micose no pé, minha neta também. Um dia ela chegou e disse que estava com o pé coçando. A gente também, nosso corpo inteiro coça por conta dessa água”, alerta.
Em alguns trechos, a água não seca e fica sempre acumulada. Na casa de Luzanira, por exemplo, a água vaza pela lajota. Uma vizinha da aposentada chegou a ser mudar, pois cansou das situações precárias da via. “Espero que o poder público olhe pela gente, não aguentamos mais esse sacrifício”, finaliza.
A redação integrada de O Liberal solicitou posicionamento à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) de Belém. Não houve retorno até o fechamento desta edição.
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