Professoras denunciam mato alto e lixo na rua Raul Soares, na Marambaia
Por conta da falta de serviços de roçagem, a população passou a descartar lixo de forma irregular no local
A presença de mato alto na rua Raul Soares, localizada no bairro da Marambaia, em Belém, preocupa os moradores da área, estudantes e servidores de uma escola estadual nas proximidades. Segundo as professoras Débora Rocha, de 40 anos, e Rita Viana, de 52 anos, como o mato está alto, a população passou a considerar o local como propício para o descarte irregular de lixo, depositando diversos tipos de resíduos no local. O registro foi feito no dia 29 de abril.
O trecho crítico do problema está localizado próximo de uma escola estadual. No local, é possível observar diferentes tipos de lixo, que variam entre sombrinhas quebradas, caroços de açaí, ripas de madeira e sacolas de lixo doméstico. “Antes não era assim. Antes a vizinhança limpava, tinha um vizinho nosso que se mudou, mas também limpava, tinha um lindo jardim. Só que, infelizmente, nós ligamos para a Sezel e eles não vieram ainda limpar”, detalha a professora Débora.
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Para a professora Rita, há uma preocupação com a educação ambiental dos estudantes. Na escola, eles aprendem sobre conscientização ambiental, mas ao sair, se deparam com um cenário de descaso com o planeta e com a própria comunidade da área.
“Enquanto nós fazemos uma conscientização ambiental dentro da escola, ao sair, nos deparamos com esse ambiente. Como é que fica a educação dos alunos? A gente conscientiza lá dentro, chega aqui fora, a comunidade age desse jeito. Eles aprendem tudo na teoria. Quando olham para a rua para ver a prática, realmente não tem’, lamenta Rita Viana.
Débora, que leciona na escola e também mora na área, conta que possui uma câmera em casa e consegue observar quem joga entulho, mas não vê retorno das autoridades responsáveis. “Basta disso. Se houvesse fiscalização… Tenho uma câmera em casa que dá para pegar as pessoas jogando entulho aqui, mas na denúncia a gente não vê resposta, então que a partir de agora tenha uma resposta, né? E que limpe a nossa rua”, finaliza.
A reportagem solicitou posicionamento à Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) e à Ciclus Amazônia e aguarda retorno.
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