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Suzane von Richthofen revela que sofria agressão do pai em novo documentário: 'Me deu um tapão'

A ex-detenta foi condenada a 39 anos de prisão após ser mandante do assassinato dos próprios pais

Victoria Rodrigues
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Após ser condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais que ocorreu em 2002, Suzane von Richthofen aceitou falar sobre questões relacionadas ao crime e acerca do passado de sua família para a produção de um novo documentário da Netflix. Com o título "Suzane vai falar", o documentário da ex-detenta perpassa por alguns momentos da infância que eram marcados por uma distância emocional na residência.

Ao longo de seus relatos, ela disse que sempre foi uma menina exemplar, mas que não recebia o afeto que merecia dos pais, porque eles eram indiferentes com ela e o irmão na casa. "Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles para a gente, nem da gente para eles. Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco", disse Richthofen.

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Histórico de agressões na família

Ao relatar que não recebia afeto e carinho de seus próprios pais, Suzane von Richthofen também revelou que sofria diversas agressões físicas do pai, Manfred von Richthofen, como em uma vez em que ela recebeu um tapa devido a ele não aprovar o relacionamento que ela tinha com Daniel Cravinhos, um dos assassinos do crime. "Ele me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado", realçou Suzane.

Além de bater na filha, Manfred também agredia a mãe da ex-detenta, Marísia von Richthofen, em meio a discussões com tentativas de enforcamento. "Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível. Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa. Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós", explicou a ex-detenta.

Suzane declara-se culpada pelo assassinato dos pais

Em entrevista para o documentário "Suzane vai falar", a ex-detenta disse que não participou da execução do crime, mas admitiu que foi a mandante do assassinato dos próprios pais. Na época, Manfred e Marísia foram golpeados a pauladas pelos irmãos Cravinhos para que os três ficassem com a herança da família. "Eu aceitei. Eu os levei para dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha", pontuou Richthofen.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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