Uma antiga lenda de Belém voltou a viralizar nas redes sociais e despertou a curiosidade de internautas sobre a história de Marie Camille Monfort, francesa que teria vivido na capital paraense no fim do século XIX.
A personagem, apresentada em diferentes versões como cantora lírica, ganhou ao longo dos anos uma fama ainda mais curiosa. A tradição popular passou a associar seu nome à figura de uma “vampira de Belém” ou “vampira da Amazônia”. Saiba mais a seguir.
Quem foi Camille Monfort?
Segundo os relatos que deram origem à lenda, Camille Monfort era uma cantora lírica francesa que teria chegado a Belém durante o período de prosperidade proporcionado pelo ciclo da borracha.
Naquela época, a capital paraense vivia uma fase de grande crescimento econômico e cultural. A riqueza da borracha impulsionou a construção de prédios luxuosos, teatros e espaços de convivência frequentados pela elite local, que mantinha forte influência dos costumes europeus.
Descrita como uma mulher de grande beleza e dona de uma voz marcante, ela teria despertado a atenção da sociedade belenense e se tornado presença frequente em ambientes sofisticados.
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Lenda da “vampira da Amazônia”?
Com o passar do tempo, a história da cantora ganhou elementos sobrenaturais. Relatos populares passaram a atribuir a Camille supostos romances, comportamentos considerados misteriosos e até poderes inexplicáveis.
Foi a partir dessas narrativas que surgiu a associação com a figura de uma vampira. Uma das versões da lenda afirma que Camille usava sua voz e seu encanto para seduzir as vítimas. Outras histórias dizem que ela teria capacidade de conversar com os mortos ou invocar espíritos.
Esses elementos, no entanto, não têm comprovação histórica. A imagem de Camille como vampira está ligada à tradição oral e às versões que foram sendo construídas em torno de sua trajetória.
O que aconteceu com Camille?
A versão mais conhecida da história afirma que Camille teria morrido durante uma epidemia de cólera no final do século XIX e sido enterrada no Cemitério da Soledade, em Belém.
A própria morte acabou incorporada à lenda. Há relatos populares segundo os quais o desaparecimento da cantora teria sido encoberto e que ela poderia até ter forjado a própria morte.
Com o passar das décadas, diferentes versões foram acrescentadas à história, misturando acontecimentos atribuídos à personagem, rumores e elementos do imaginário popular.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)
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