Paraenses pagam para entrar em favela no Rio: 'vieram da aldeia indígena lá do Pará'
Xenofobia? Nas imagens, é possível ver um motociclista ironizando que as duas paraenses vieram "de canoa" do Pará
Um vídeo curioso publicado na internet mostra um motociclista interagindo com duas mulheres paraenses que aguardam para iniciar o passeio no morro do Vidigal, uma favela que fica localizada no estado do Rio de Janeiro. Nas imagens, é possível perceber que o homem está brincando com as duas mulheres enquanto ironiza que elas vieram "de canoa" de alguma aldeia indígena do Pará.
“Vambora, vambora, mais um passeio, olha como é que está a fila aí! Vambora, não marcou, vai ficar na fila, mas as minhas amigas marcaram, vieram lá da aldeia indígena lá do Pará [risos]. Comprei essa roupa pra elas aqui na praça, elas largaram as canoas. Falei que ia comprar uma roupa pra ela e ela falou que só se fosse verde pra combinar com as árvores”, riu o motociclista no vídeo.
Em seguida, uma das mulheres se vira para o homem na dúvida e pergunta se aquilo que ele havia falado era realmente apenas uma brincadeira: “Ei, isso é um passeio ou uma humilhação? É um passeio ou uma humilhação?. Logo após escutar a jovem, o motociclista muda rapidamente de assunto e aponta para um outro homem. “Não, olha o Charlie Brown atrás de você te olhando, bora!”, disse.
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Favela do Vidigal
A Favela do Vidigal é uma comunidade localizada entre os bairros de Leblon e São Conrado, que fica situada no estado do Rio de Janeiro. Por estar também entre o Morro dos Dois Irmãos, o local é conhecido também pelos moradores e por alguns visitantes pela sua beleza natural e vista única para a praia de Ipanema, uma das praias mais famosas do país retratada na música composta por Antônio Carlos Jobim.
Mas apesar da vista e beleza de cima que a Favela do Vidigal pode proporcionar aos turistas, algumas pessoas preferem não se arriscar em razão dos morros terem regras que precisam ser cumpridas. Além disso, o confronto frequente entre facções rivais do Rio de Janeiro também é visto como um sinônimo de perigo aos visitantes das redondezas que muitas vezes não sabem como é a vida nas favelas da cidade.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web em Oliberal.com)
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