Vai beijar no Carnaval? Veja os riscos à saúde e como se proteger
Especialistas alertam para transmissão de vírus e bactérias durante a folia
Fevereiro chegou e o Carnaval já está nas ruas. Entre blocos, trios elétricos e viagens, muitos foliões aproveitam o clima de festa para conhecer pessoas e, se surgir o momento, trocar beijos. Especialistas alertam, no entanto, que o contato entre lábios e saliva pode facilitar a transmissão de infecções virais e bacterianas, especialmente em ambientes com grande aglomeração.
Segundo profissionais da saúde, a atenção deve ser redobrada durante o período carnavalesco, quando o número de contatos próximos aumenta e a exposição a microrganismos é maior.
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Por que o beijo pode transmitir doenças?
A boca é uma parte fundamental dos sistemas digestivo e respiratório. É por ela que ocorrem funções como mastigação, deglutição, fala e paladar. Por ser um ambiente úmido, aquecido e rico em vasos sanguíneos, também se torna uma porta de entrada para vírus e bactérias.
Além disso, aftas, gengivites, inflamações e pequenas fissuras nos lábios ou na mucosa oral facilitam ainda mais a penetração desses agentes no organismo.
Quais doenças podem ser transmitidas pelo beijo?
Especialistas listam algumas das principais infecções que podem ser transmitidas durante o contato direto com saliva.
Infecções virais
- Mononucleose infecciosa (conhecida como “doença do beijo”): fadiga intensa, febre alta, dor de garganta, aumento dos gânglios no pescoço e axilas, além de dor de cabeça
- Herpes simples tipo 1 (herpes labial): bolhas ou feridas dolorosas na boca ou ao redor dos lábios
- Citomegalovírus: febre, cansaço e dor de garganta
- Influenza (gripe): febre, dor de cabeça, dor de garganta e calafrios
- Covid-19: febre, tosse seca, cansaço, perda de paladar ou olfato, congestão nasal
Infecções bacterianas
- Amigdalite estreptocócica: dor ao engolir, garganta avermelhada, placas esbranquiçadas e inchaço dos gânglios do pescoço
- Meningite meningocócica: febre alta, dor de cabeça e rigidez na nuca
Beijos longos aumentam o risco?
De acordo com os especialistas, o risco é maior em beijos mais prolongados, quando há maior troca de saliva. Quanto maior o tempo de exposição e o volume de secreção compartilhada, maior a probabilidade de transmissão, principalmente se uma das pessoas estiver com infecção ativa — mesmo que ainda sem sintomas evidentes.
Beijos rápidos apresentam risco menor, mas não são totalmente seguros, especialmente se houver feridas visíveis ou sinais de doença.
Como se proteger durante o Carnaval?
A principal forma de prevenção é evitar beijar pessoas que apresentem sintomas de infecção, como febre, dor de garganta, feridas na boca ou mal-estar. Outras orientações incluem:
- Manter boa higiene bucal
- Não compartilhar copos, garrafas ou utensílios
- Dormir bem e se alimentar adequadamente para manter a imunidade
- Manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e meningite
Especialistas reforçam que beijar faz parte da vida social e afetiva, mas exige cuidado. A orientação é observar o próprio corpo e respeitar sinais de alerta.
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