Operação desarticula redes de crimes de ódio no Pará e mais 17 Estados
Durante a operação, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordenou uma operação no Pará e mais 17 estados brasileiros, nesta quinta-feira (16), para desmantelar redes de discurso de ódio e exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital. A ação, nomeada "Bulwark", foi deflagrada pelas Polícias Civis.
Durante a operação, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e dois de internação. Segundo o MJSP, a iniciativa impactou cerca de 5.500 usuários de redes digitais e removeu conteúdo extremista.
A iniciativa focou na desarticulação de ecossistemas digitais nocivos, caracterizados pela disseminação de ódio, incentivo à violência e processos de radicalização, especialmente entre jovens. O combate à exploração sexual infantil também foi um alvo principal.
Estados Abrangidos pela Operação Bulwark
A operação "Bulwark" abrangeu 18 estados do país. São eles:
- Acre
- Alagoas
- Amazonas
- Bahia
- Ceará
- Goiás
- Maranhão
- Mato Grosso
- Minas Gerais
- Pará
- Pernambuco
- Piauí
- Paraná
- Rio de Janeiro
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- São Paulo
Origem da Operação e Resultados
A operação partiu de informações coletadas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do MJSP. Investigações conduzidas pelo Ministério Público e pelas Polícias Civis também serviram como base para a ação nacional.
O MJSP informou que 180 contas em redes sociais foram moderadas em decorrência da operação. A rede social Discord, frequentemente utilizada para fóruns de ódio, teve 19 servidores moderados. Conteúdos foram removidos e perfis foram retirados do ar.
O Papel do Ciberlab do MJSP
O Ciberlab do MJSP ganhou destaque a partir de 2023, tornando-se um dos principais atores da pasta no monitoramento de redes. Sua atuação visa coibir ataques de ódio, especialmente em escolas, um problema que registrou pelo menos nove ataques até outubro daquele ano.
A estrutura do ministério monitora ambientes digitais de risco, identificando padrões de radicalização de grupos nessas plataformas. Após a identificação, relatórios são enviados às autoridades competentes para a tomada de medidas de combate.
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