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Mulher de 37 anos que fingiu ser criança ganhou Mounjaro dos 'pais adotivos'

Além de Mounjaro, ela também ganhava presentes e outras regalias da família

Victoria Rodrigues

Na manhã da última terça-feira (2), uma mulher de 27 anos foi presa após fingir ser uma adolescente de 12 anos para ser acolhida por uma família de "pais adotivos" na cidade de Joinville, localizada no norte de Santa Catarina. Para cometer os crimes de estelionato e falsa identidade, a acusada utilizou o nome de "Gabriele" e chegou até a receber um tratamento de saúde para a obesidade com a caneta emagrecedora Mounjaro.

Ao ser adotada pela família, a mulher passou a usar chupeta e mamadeira, a fim de dar mais veracidade à situação e fazer com que tanto a mãe quanto o pai acreditassem na mentira. Mas todas as vezes em que os pais falavam que iam lhe matricular em uma escola da região, a "adolescente" entrava em pânico e negava a oferta, por mais que as vítimas quisessem regularizar sua educação.

O delegado do caso, Rodrigo Bueno Gusso, chegou a comparar o caso com um roteiro de filme. "São vítimas, agiram de boa fé desde o início. Não dá para culpabilizar as vítimas nesse caso, a responsabilidade única é a da suspeita", disse Gusso, que, ao longo de seus 20 anos de carreira, nunca havia visto um crime como esse, em que uma mulher conseguisse enganar duas pessoas ao mesmo tempo com sua "adolescência".

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Além de Mounjaro, a mulher também ganhou festa e presentes 

De acordo com as investigações, a suspeita conseguiu se aproximar da família após afirmar que havia fugido do Pará por ser vítima de maus-tratos. Com uma teia de mentiras, uma comunidade religiosa da região passou a oferecer apoio e assistência a ela e, desse modo, ela conseguiu um lugar para morar, assim como diversos presentes e uma festa com a família adotiva.

E, mesmo que houvessem provas de que ela tinha, na verdade, 37 anos, os familiares não aceitaram facilmente a informação. "No momento da prisão, quando nós nos encontramos com outros familiares, houve uma certa resistência por parte da família, não por todos, de que haveria um mal-entendido, né, uma interpretação errada da polícia, de que aquela pessoa realmente seria uma adolescente", finalizou Rodrigo Bueno.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)