MENU

BUSCA

El Niño pode acontecer ainda no primeiro semestre de 2026? Entenda as chances do fenômeno

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e têm impactos no Norte e Nordeste do Brasil

Gabrielle Borges

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera padrões de vento e influencia o clima em várias regiões do planeta.

As projeções mais recentes da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) indicam que há cerca de 60% de probabilidade de formação do fenômeno ainda no primeiro semestre de 2026. Apesar disso, a tendência predominante até lá é de neutralidade climática, com cerca de 80% de chance de manutenção desse cenário nos próximos meses.

VEJA MAIS

Aquecimento já altera até a forma de definir El Niño; entenda!
As temperaturas vêm aumentando tanto e tão rapidamente que começou-se a atualizar o seu conceito de "normal" a cada cinco anos.


Avançam projeções de El Niño mais forte neste ano


La Niña e El Niño: quais as diferenças entre os fenômenos climáticos?
Interação entre oceano e atmosfera altera chuvas e temperaturas em várias regiões do Brasil e do mundo


 

Quando o El Niño pode ocorrer?

A mudança mais consistente aparece a partir do trimestre maio–junho–julho, quando a possibilidade de formação do El Niño supera os 60%. Para o segundo semestre, os modelos apontam um cenário ainda mais favorável ao fenômeno, com probabilidades que podem ultrapassar 90%.

O que é o El Niño?

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, correntes de ar que sopram de leste para oeste na região. Essa alteração interfere na circulação atmosférica global e provoca impactos em diferentes partes do planeta.

Entre os efeitos mais comuns estão a redução de chuvas em áreas do Sudeste Asiático, Austrália, sul da África e também em partes do Norte e Nordeste do Brasil. Em contrapartida, o fenômeno costuma intensificar as precipitações em regiões como o leste da África, o sul dos Estados Unidos e países da costa oeste da América do Sul, como Peru e Equador.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)