WhatsApp começará a cobrar por mensagens no Brasil; saiba quanto vai ser
Além do Chat GPT, a Meta também cobrará por mensagens no Copilot (Microsoft) e no Zapia e Luzia
Ao longo desta semana, a empresa Meta decidiu que o WhatsApp começará a cobrar empresas por mensagens com chatbots de inteligência artificial no Brasil. A decisão que abrange o ChatGPT (OpenAI), o Copilot (Microsoft), Zapia e Luzia é um resultado da disputa entre a empresa de Mark Zuckerberg e desenvolvedores de IA, que fizeram do WhatsApp um meio de fazer o serviço chegar a mais pessoas.
De acordo com informações do colunista Helton Simões Gomes, do portal UOL, algumas empresas de inteligência artificial notaram a mudança somente depois de serem acionadas para uma reportagem. Ainda segundo a coluna, uma empresa atingida pela decisão afirmou que, mesmo autorizada, pretende deixar o WhatsApp em breve, visto que operar no aplicativo de mensagens começará a ser inviável.
"Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços", anunciou um porta-voz do WhatsApp.
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Qual o valor que o WhatsApp cobrará?
Os valores que serão cobrados ainda não foram anunciados pela Meta, mas algumas tabelas acessadas pelo colunista Helton Simões demonstram que o custo por mensagem é cobrado em dólar, mas convertido em real pode variar entre R$ 0,02 a R$ 0,33. Embora seja considerado um valor pequeno para as empresas, no varejo poderá chegar a milhões de reais se os chatbots de IA forem muito acionados no aplicativo.
O início da cobrança pelas mensagens com IA no WhatsApp também é uma consequência direta de uma decisão do tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Em uma reunião realizada na última quarta-feira (4), os conselheiros rejeitaram por unanimidade o recurso de Facebook e WhatsApp, para derrubar a decisão de outro órgão do Cade. Por esse motivo, os valores agora serão cobrados pelo WhatsApp.
(Victoria Rodrigues, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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