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Presunto é tão cancerígeno quanto o tabaco? Entenda os riscos relacionados ao consumo do alimento

Além da genética, as comidas ultraprocessadas, embutidas e enlatadas também podem causar danos ao DNA das células

Victoria Rodrigues
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Você já deve ter ouvido falar que a genética é um dos principais fatores relacionados aos vários casos de câncer nas famílias. Mas para além da genética, a alimentação cotidiana também pode estar diretamente ligada aos riscos da doença e, muitas pesquisas científicas, colocam as comidas ultraprocessadas, embutidas, enlatadas e refinadas no topo da lista dos alimentos mais cancerígenos.

Esses tipos de alimentos citados fazem parte do grupo 1 de carcinogênicos da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, em inglês), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Logo, por estarem presentes nesse grupo, esses alimentos também dividem o topo com itens, como tabaco, radiação ultravioleta, arsênio e, principalmente, com o vírus Papilomavírus Humano (HPV).

Com base nessa lista, algumas pessoas começaram a questionar, por meio das mídias sociais, se os alimentos que fazem parte do grupo dos embutidos são tão cancerígenos quanto o tabaco. E o embutido que ganhou maior atenção dos internautas foi o presunto após os internautas realizarem uma comparação das possíveis consequências de seu consumo com a utilização do próprio tabaco.

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Afinal, o presunto é tão cancerígeno quanto o tabaco?

Em entrevista ao Correio Braziliense, a oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gabrielle Scattolin, disse que essa classificação considera apenas evidências sobre o desenvolvimento da doença e não do tamanho do risco. “O risco absoluto associado ao tabagismo e ao amianto, por exemplo, supera o risco absoluto do consumo de carnes embutidas”, revelou.

Embora os riscos não sejam os mesmos, o consumo frequente desses alimentos ainda assim podem causar câncer, isso porque possuem componentes como nitritos, nitratos e nitrosaminas que causam danos ao DNA das células.

“É importante salientar também que o consumo excessivo de carnes embutidas e ultraprocessados pode substituir o consumo de alimentos protetores, como fibras, frutas, vegetais e outros compostos antioxidantes que são protetores das células”, finalizou Scattolin.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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