Pesquisadores estudam substância que pode colaborar na redução de rugas e na firmeza da pele
A substância, que pode ser encontrada em séruns, cremes e loções, possui a função de estimular a regeneração biológica da pele
Nos últimos anos, tem crescido gradativamente o número de pessoas que estão realizando procedimentos estéticos na busca por uma aparência cada vez mais jovem, mas nem sempre essas intervenções são feitas de forma natural. Foi pensando nisso que pesquisadores começaram a deixar de lado a cena estética focada em correções imediatas e apostar em uma abordagem voltada à regeneração biológica da pele.
Inclinada nesse cenário, a professora Cássia Xavier, especialista em Estética Avançada e Saúde da Mulher, revelou que existe um ativo específico que vem chamando atenção nos principais congressos do Brasil, o peptídeo de cobre (GHK-Cu). Ele tem a função de estimular mecanismos naturais de regeneração cutânea sem abordagens invasivas e promete auxiliar na melhora da firmeza da pele e na redução de linhas finas.
“Hoje existe uma demanda muito forte por tratamentos que respeitem mais a biologia da pele e promovam regeneração de forma gradual e sustentada. O GHK-Cu se destaca justamente por atuar em mecanismos naturais do organismo, dialogando com as células cutâneas e favorecendo uma estética mais regenerativa e menos artificial”, revelou a professora Cássia Xavier, da Faculdade Santa Marcelina.
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Quais os efeitos do uso do ativo de cobre?
Segundo a professora Cássia Xavier, o peptídio de cobre pode ajudar em diversas áreas do organismo para regenerar a pele, atuando no:
- Estímulo à produção de colágeno e elastina;
- Aumento da atividade dos fibroblastos;
- Ação antioxidante e anti-inflamatória;
- Melhora da vascularização local;
- Auxílio nos processos de cicatrização e regeneração tecidual.
Como é utilizado o ativo de cobre?
O peptídeo de cobre (GHK-Cu) vem sendo utilizado com frequência em sua forma tópica, que já apresentou resultados no aspecto mais saudável e uniforme da pele. E, por enquanto, os pesquisadores destacaram que há a necessidade de pesquisas mais robustas e padronizadas sobre o ativo, visto que ainda não existem evidências científicas robustas nem aprovação regulatória para uso oral ou sistêmico da substância.
“É importante reforçar que o uso do GHK-Cu deve ser feito exclusivamente de forma tópica. Não existem estudos clínicos amplos e padronizados que sustentem segurança e eficácia para aplicações sistêmicas ou injetáveis. Existe muito interesse comercial em torno do tema, mas é fundamental separar tendência de evidência científica”, finalizou Cássia Xavier, especialista em Estética Avançada.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web em Oliberal.com)
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