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Mpox: é possível pegar a doença pelo ar ou beijo? Saiba mais sobre a transmissão

Em 2026, o Brasil já registrou mais de 80 casos confirmados da doença, gerando preocupação

Gabrielle Borges

A Mpox, também conhecida como monkeypox, é uma infecção viral rara que vem ganhando destaque devido ao aumento significativo de casos em várias partes do mundo. Em 2026, o Brasil já registrou 88 casos confirmados da doença, gerando preocupação e inúmeras perguntas entre a população.

Entre as questões mais buscadas no Google nas últimas semanas estão: “mpox mata?”, “mpox pega pelo ar?”, “saliva transmite mpox?”. Essas dúvidas refletem a necessidade de esclarecer como o vírus realmente se transmite e quais são os principais riscos para a saúde.

Mpox pode matar? Especialista esclarece riscos da doença

Embora a mpox possa evoluir para casos graves, especialistas afirmam que o vírus é considerado de baixo risco para a população em geral. Em entrevista ao G1, Álvaro Costa, médico infectologista, explicou:

“Pode matar, sim, mas isso é raro. Hoje, para a população em geral, o risco é considerado baixo”, explica Álvaro Costa, médico infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), consultor técnico do Ministério da Saúde para Infecções Sexualmente Transmissíveis e coordenador do serviço de HIV do Hospital das Clínicas da USP.

De acordo com o especialista, os casos mais graves costumam ocorrer principalmente em pessoas com sistema imunológico comprometido, como pacientes com HIV sem tratamento adequado, transplantados ou pessoas em tratamento oncológico.

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A saliva e o beijo podem transmitir o vírus?

Sim. O vírus já foi detectado na saliva e pode estar presente em lesões na boca ou na pele do rosto.

“O beijo envolve proximidade intensa e contato de mucosas. Se houver lesões ativas, o risco existe”, explica Marcos Vinicius Borges, infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Por isso, se houver sintomas ou feridas suspeitas, o ideal é evitar esse tipo de contato até esclarecer o diagnóstico.

Ao contrário do sarampo, a mpox não se espalha facilmente pelo ar. A principal forma de transmissão ocorre por contato direto com lesões de pele, secreções ou mucosas de uma pessoa infectada.

Quais são os primeiros sintomas da mpox?

O quadro inicial costuma se parecer com uma virose, incluindo:

  • febre;
  • dores no corpo;
  • dor de cabeça;
  • cansaço;
  • aumento dos gânglios linfáticos (as chamadas “ínguas”).

Após alguns dias, surgem lesões na pele, começando como pequenas bolhas (vesículas), que podem evoluir para pústulas com pus e, depois, formar crostas. O número de lesões varia de pessoa para pessoa: algumas apresentam poucas, enquanto outras têm várias espalhadas pelo corpo.

Como diferenciar a mpox da catapora?

Nem sempre é possível diferenciar apenas pela aparência. Na mpox, as lesões costumam evoluir de maneira uniforme, ficando muitas no mesmo estágio ao mesmo tempo.

Já na catapora, é comum ver feridas em fases diferentes espalhadas pelo corpo. A confirmação definitiva só é feita por exame laboratorial, com coleta de material diretamente das lesões.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de OLiberal.com)