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Vereadores de Belém opinam sobre cancelamento do carnaval e réveillon

Decisão foi anunciada pela prefeitura na tarde desta terça-feira (30)

Eduardo Laviano / O Liberal

A prefeitura de Belém anunciou na tarde desta terça-feira o cancelamento das festas de réveillon e carnaval em 2022, seguindo o exemplo de outras capitais brasileiras preocupadas com o avanço nos casos de covid-19 e a variante Ômicron. A reportagem de O Liberal conversou com os vereadores da Câmara Municipal de Belém antes do anúncio, mas boa parte deles parecia estar em sintonia com o clima de cautela e reflexão que o mundo vem adotando sobre as restrições que foram afrouxadas no segundo semestre de 2021. 

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"Acho que, no momento, a palavra é cautela mesmo. Olha como está a Europa hoje. Fechando várias cidades, vários estados, por conta do aumento do índice de contaminação e essa nova mutação do vírus. Não podemos permitir que o vírus volte a assolar o Brasil novamente. Não dá para fechar tudo, pois vai quebrar de vez a economia. Mas muitos grandes eventos estão sendo realizados com pessoas que não se vacinaram e sem máscaras. Precisamos superar isso", avaliou o vereador Emerson Sampaio. 

O vereador Fábio Souza (PSB) rejeita o termo "pós-pandemia" e lembra que o mundo ainda está vivendo uma pandemia grave. Para ele, a vacinação garantiu mais tranquilidade para Belém, mas ele acredita que as reaberturas de grandes festas e aglomerações são precoces, especialmente no caso do carnaval. "Pelo que vimos a cepa parece mais contagiosa. Pode trazer uma sobrecarga para o sistema de saúde. Pelo bem da vida, podemos segurar para ter um carnaval muito melhor em 2023", diz.

Blenda Quaresma (MDB) acredita que os especialistas devem ser escutados, pois eles que estudam o tema a funda para determinar as políticas públicas sanitárias que vão reger a forma que o município irá lidar com este momento da pandemia de covid-19. 

"Em algumas regiões do Estado tem uma crescente por conta da não vacinação, mas o Estado tem vacina, é bom que se diga. Não podemos fazer algo muito radical, por conta da economia da cidade. Entendo que muitas pessoas vivem do carnaval, vendem cerveja. Isso precisa ser visto. Mas temos que reforçar os cuidados. Se chega ao entendimento do prefeito que o melhor é cancelar, baseado em pesquisas e dados, então a gente está junto", afirmou. 

Para Igor Andrade, os índices de saúde devem ser analisados com frequência, mas independente disso, o importante é que todos se vacinem. "A cultura do carnaval é muito forte aqui. Mas com ou sem cancelamento, as pessoas precisam se vacinar. Isso é o que vale, é fundamental. As pessoas que não tomaram precisam se conscientizar. É o único caminho que temos para uma vida próxima da normalidade", aconselhou. 

Política
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