Em Belém, Vera Lúcia promete ‘estatizar o agronegócio’

Presidenciável defendeu candidatura própria do PSTU em oposição aos projetos de Lula e Bolsonaro

Fabrício Queiroz

A candidata do PSTU à Presidência da República Vera Lúcia realizou campanha eleitoral nesta quinta-feira (29), em Belém. Durante a agenda, a presidenciável fez panfletagem com operários da construção civil e com eleitores na avenida Presidente Vargas. No início da tarde, ela almoçou com correligionários no Mercado do Ver-o-Peso e falou à reportagem de O Liberal sobre algumas de suas propostas, caso seja eleita.

Para Vera Lúcia, o desempenho econômico e a grande produção do agronegócio é favorável apenas aos grandes empresários, em detrimento da maior parte da população, por isso defende estatizar todo o setor. “Ao mesmo tempo que nós solucionaremos o problema da fome de forma permanente, a gente consegue com isso devolver as terras dos indígenas e titular as terras quilombolas. Ao mesmo tempo, garantir que esses que já trabalham na terra, que trabalham na indústria de alimentos e nos setores de distribuição planejem, junto com a população, desde o plantio, o cultivo até a distribuição de acordo com as necessidades, diferente de hoje que a produção de alimentos é para alimentar milhões lá fora, enquanto aqui nós temos mais da metade da população que passa fome”, declarou.

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A presidenciável também avaliou o cenário político atual tendo como principais expoentes as figuras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). “A polarização é nefasta”, disse a candidata, afirmando que a legislação eleitoral impede que a população tenha conhecimento de todas as candidaturas que concorrem no pleito.

“Nós queremos muito tirar Bolsonaro. Aliás, nós estivemos em todas as manifestações para tirar Bolsonaro. Lula não foi em nenhuma”, disse Vera Lúcia, que emendou em uma crítica a ideia de uma frente ampla liderada pelo PT, citando a aproximação do partido com lideranças empresariais. “O programa que nós estamos defendendo, por exemplo, de estatização do agronegócio, você não faz abraçado com os donos da Cosan (holding de negócios na área de álcool, energia e logística), você não garante a solução da fome, do desemprego, de ter um plano de obras públicas que atenda às necessidades da população abraçado com os banqueiros e os grandes empresários, como fez Lula no jantar de anteontem (27)”.

Candidata à Presidência cumpriu agenda de compromissos com candidatos do PSTU em Belém (Igor Mota / O Liberal)

Vera Lúcia é candidata pela segunda vez à Presidência, tendo desta vez a professora e indígena Raquel Tremembé como vice em sua chapa. Em seu plano de governo, a presidenciável propõe uma gestão voltada aos interesses dos trabalhadores, especialmente pessoas negras e indígenas que, em sua visão, nunca tiveram suas demandas atendidas porque os governos “estão à serviço exclusivo da burguesia nacional e internacional”.

Como alternativa a esse cenário, Vera Lúcia promete dobrar o salário mínimo e não pagar a dívida pública. “Quase metade do orçamento vai para cinco bancos. Pegar esse montante de recursos, que é da sociedade, e devolver para os desempregados para que eles possam se sustentar até voltar ao trabalho. Junto com isso vamos reduzir a jornada de trabalho para 30 horas semanais”, detalhou a candidata que pretende também realizar um plano de obras públicas, enfrentar o problema do déficit habitacional, dos baixos índices de saneamento básico e ampliar a construção de creches, escolas e hospitais.

A agenda da candidata do PSTU na capital paraense segue durante a noite desta quinta-feira, às 18h, quando ela participa do encontro denominado Quinta Socialista, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, no bairro de São Brás. Ainda durante a noite ela deve comentar o debate presidencial da Rede Globo nas redes sociais e na manhã de sexta viaja para São Paulo, onde terá compromissos de campanha até o sábado (1º).

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