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Tarcísio sobre Haddad, provável adversário em São Paulo: 'Aumentou um imposto a cada 30 dias'

Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu nesta quarta-feira, 11, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sobre a avaliação de que o chefe do Executivo paulista seria "blindado" de críticas. Ambos devem ser adversários nas eleições estaduais deste ano.

"Ninguém é blindado de crítica de lugar nenhum. Tem bom trabalho, tem trabalho que é ruim. O que eu posso fazer se ele aumentou o imposto a cada 30 dias? Não é culpa minha, é culpa dele", disse Tarcísio.

Ao comentar o possível embate com Haddad na disputa pela reeleição, o atual governador afirmou que "não escolhe adversário". Segundo ele, a estratégia é se conectar com as demandas do eleitorado e disse ainda que prefere falar diretamente com os eleitores, sem direcionar sua atenção a adversários políticos.

Governador vê 'recall' impactando corrida ao Senado

Ao ser questionado sobre o bom desempenho do campo progressista na disputa pelo Senado - Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, lideram com mais de 25% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada mais cedo -, Tarcísio salientou que pretende articular um "nome viável" ao pleito. Nos bastidores, sua preferência é por um nome mais centrista na segunda vaga, que deve ficar com o PL.

"As pessoas demoram um pouco mais para se conectar à eleição de Senado. Então, numa primeira avaliação, neste momento aparece melhor quem tem mais recall", disse o governador. "Obviamente, a gente vai escolher alguém com viabilidade, isso é uma coisa importante."

A primeira vaga deve ficar com o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP-SP), e a segunda - que seria do ex-deputado Eduardo Bolsonaro - está em disputa. Alguns dos nomes ventilados são o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), e os deputados federais Mário Frias (PL-SP) e Rosana Valle (PL-SP).

O chefe do Executivo paulista participou da inauguração do novo Centro de Controle Operacional do Metrô (CCOx), que coordena o funcionamento de quatro linhas do sistema de transporte. Também compareceram o vice-governador Felício Ramuth (PSD) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Haddad decidiu antecipar a saída do governo - do fim do mês para a próxima semana - e, conforme acertado, o secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o seu lugar.

Para o ministro da Fazenda, os problemas de São Paulo não aparecem porque o governador vem sendo "blindado" de críticas.

"Eu tenho recebido informação, inclusive da base, do magistério e da polícia, que está demonstrando um grau de insatisfação bastante grande. Mas eu não sei até que ponto é possível explorar isso (na campanha) por causa da blindagem que se faz ao Tarcísio. Não se fala do governo, não se fala de realização, não se fala de nada", afirmou Haddad, na semana passada, em entrevista a José Luiz Datena, que apresenta um programa na TV Brasil e na Rádio Nacional.

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