STJ agenda depoimento de vítimas e 20 testemunhas em processo disciplinar contra Marco Buzzi
A primeira denúncia foi feita por familiares de uma jovem de 18 anos. Segundo os relatos, o magistrado teria tentado agarrar a jovem à força
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou o depoimento de duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. Com isso, o processo disciplinar aberto pelo tribunal para apurar denúncias contra Buzzi entra na fase de tomada de depoimentos. As duas vítimas serão ouvidas no dia 11 de junho, assim como 20 testemunhas de defesa e de acusação, segundo informações da Agência Brasil.
Marco Buzzi está afastado do cargo desde fevereiro deste ano. Ele é alvo de processo administrativo disciplinar (PAD) no STJ e de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), por ter foro privilegiado, para apurar as acusações de crimes sexuais supostamente praticados contra as duas mulheres. A defesa do ministro tem negado as acusações.
A primeira denúncia foi feita por familiares de uma jovem de 18 anos, amigos de Buzzi. Segundo os relatos, a vítima passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. Lá, o magistrado teria tentado agarrar a jovem à força.
Após essa acusação, uma ex-assessora do ministro relatou fatos similares. Ela denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cinco episódios em que teria sido assediada sexualmente e ainda um outro de assédio moral durante o período no qual trabalhou no gabinete.
O ministro também é investigado em processo no STF, que analisa o caso na esfera criminal e tramita em sigilo. No fim do mês de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao ministro Nunes Marques, relator do caso na Corte, parecer favorável à abertura de inquérito criminal, com envio dos autos à autoridade policial para diligências por 60 dias, sob sigilo, e posterior retorno do caso ao Ministério Público para nova avaliação.
Em meados de abril, o STJ decidiu instaurar o processo disciplinar após a análise das conclusões da comissão de sindicância instaurada em fevereiro. Também foi mantido o afastamento cautelar de Buzzi até a conclusão do processo.
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