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Sindicato de professores rejeita greve nas instituições de ensino superior

69% dos docentes votaram pela não adesão ao estado de greve

Fabrício Queiroz

Em assembleia virtual do Sindicato de Professores e Professoras das Instituições Federais de Ensino Superior e da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Estado do Pará (Sindproifes-PA), os docentes confirmaram o resultado de uma consulta eletrônica feita com a categoria que decidiu pela não adesão à greve na Universidade Federal do Pará (UFPA), na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA).

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A consulta ocorreu de 27 de maio a 03 de maio, tendo como resultado 69% de votos contrários ao estado de greve, 29% favoráveis e 2% de votos nulos. De acordo com a presidente do Sindproifes-PA, Socorro Coelho, a decisão da categoria levou em consideração os prejuízos acadêmicos que os estudantes teriam, desestruturação do fluxo curricular, a falta de um movimento nacional de greve, entre outros pontos.

“A greve é um instrumento precioso e precisa ser usada como último recurso. Nós debatemos exaustivamente essa questão no sentido de dizer que nós temos motivos para fazer até greve de fome por conta da carestia, da entrada do Brasil no mapa da fome e por conta do bloqueio dos recursos das universidades. Mas entendemos que é preciso antes debater com a comunidade universitária e sair para a sociedade, que precisa saber que nós estamos pedindo socorro”, afirma a docente.

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Nesse sentido, Socorro Coelho avalia que a paralisação de atividades neste momento prejudicaria especialmente os alunos e a população.

“O principal afetado é a comunidade que precisa da clínica de psicologia, do atendimento nos hospitais universitários e outros serviços que as instituições oferecem. O desejo por mudança é muito grande, mas nós precisamos desgastar quem nos oprime, não a população”, acrescenta a professora.

Como alternativa ao movimento grevista, o Sindproifes diz que irá realizar uma agenda de debates e mobilização dentro das instituições e junto aos parlamentares, visando conseguir garantias de que recursos sejam alocados via Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ou por meio de emendas no Congresso Nacional, principalmente a partir do mês de agosto. Uma das propostas é de promover uma live com a participação de membros da Comissão do Orçamento.

Além disso, a categoria pretende realizar audiências com as administrações superiores das três universidades. A primeira está agendada para esta sexta-feira, às 15h, com o reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho. Na próxima semana, o resultado da consulta eletrônica será protocolado na UFRA e no IFPA, com a expectativa de que novas reuniões sejam realizadas ainda em junho.

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