Pedofilia: Arnaldo Jordy critica 'sequestro' do orçamento público para combate ao crime no Pará

Ex-deputado afirma que emendas parlamentares sem transparência retiram verbas que poderiam equipar conselhos tutelares e centros de apoio

Gabriel da Mota
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A falta de recursos para o combate à pedofilia no Pará é agravada pelo controle excessivo do Congresso Nacional sobre as verbas discricionárias, segundo Arnaldo Jordy. Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, o ex-deputado criticou o que chama de "sequestro" do orçamento público por meio de emendas parlamentares e "emendas Pix". Segundo ele, o montante de 60 bilhões de reais capturado por políticos prejudica a estruturação da rede de proteção.

Jordy explicou que as emendas parlamentares, que antes representavam apenas 4% do orçamento, hoje chegam a 22%. Esse deslocamento de capital impede que o Poder Executivo invista em equipamentos essenciais para conselheiros tutelares, psicólogos e delegacias especializadas. Para o ex-deputado, sem investimento e punição rigorosa, a prevenção nas escolas e igrejas torna-se limitada.

O impacto da falta de verbas na proteção infantil

O autor da CPI da Pedofilia defende que quatro vetores são essenciais para enfrentar o crime: punição, estruturação da rede de apoio, educação sexual e mobilização da opinião pública. No Pará, a incidência de abusos é 21,4% superior à média nacional, atingindo principalmente jovens em situação de vulnerabilidade social no interior do Estado.

"Enfrentamos hoje a patologia do orçamento secreto e das emendas Pix. O Poder Executivo perdeu o comando dos gastos públicos para o Congresso. São 60 bilhões de reais sequestrados por parlamentares, muitas vezes sem transparência sobre o destino. É dinheiro que poderia estar financiando redes de proteção, mas acaba servindo a interesses políticos e pessoais", afirmou Arnaldo Jordy.

Raio-X do Orçamento

  • Salto de emendas: Crescimento de 4% para 22% do orçamento discricionário.
  • Valores: R$ 60 bilhões sob controle parlamentar via emendas.
  • Déficit: Falta de promotores e psicólogos em municípios do interior e no Marajó.
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