Minha Casa, Minha Vida garante dois milhões de moradias em três anos
Maior programa habitacional do país investiu R$ 301 bilhões de Norte a Sul do país
O governo federal divulgou, nesta segunda-feira (5), um balanço da expansão do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), a partir do ano de 2023, com o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em três anos, a iniciativa alcançou a marca histórica de dois milhões de moradias financiadas, de Norte a Sul do Brasil. Um investimento de R$ 301 bilhões.
Mais do que números, aponta o governo, o programa habitacional materializa o sonho de milhões de brasileiras e brasileiros, assegurando a casa própria, “símbolo máximo de estabilidade para o trabalhador e para a trabalhadora, que voltou a ser uma meta possível de ser alcançada".
O programa tinha o objetivo de chegar a 2 milhões de contratações, foi ampliado, e chegará a 3 milhões de contratações até o fim de 2026, informa a Secretaria de Comunicação (Secom), do governo federal.
“O programa habitacional criado pelo presidente Lula alcançou resultados históricos em 2025. No ano, o programa contou com orçamento recorde de cerca de R$ 180 bilhões. Os recursos ajudaram o Minha Casa, Minha Vida a superar e muito o ritmo de contratações esperado no início do governo e se tornar a política pública preferida pelos brasileiros, com aprovação de 90%, segundo pesquisa Genial-Quaest”.
Segundo as informações divulgadas, os anos de 2023 a 2025 três anos foram marcados por uma ação dupla e complementar. De um lado, foi ampliado o apoio às famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A iniciativa manteve e fortaleceu as faixas de subsídio, garantindo que a casa chegasse de fato a quem precisa.
A prioridade absoluta foi dada a famílias com renda de até R$ R$ 2.850 (Faixa 1), às quais o subsídio de até 95% do valor da unidade. A Faixa 2 vai de R$ 2.850,01 a R$$ 4.700 e a Faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.
Programa garante acesso da classe média
A classe média também foi beneficiada, desde o início da atual gestão, com a Faixa Classe Média (de R$ 8.600,01 a R$ 12.000) do Minha Casa, Minha Vida. “A criação desta faixa não deixou de ter em vista o compromisso social; pelo contrário, ampliou o escopo da política habitacional, movimentou a cadeia produtiva da construção civil, gerando milhares de empregos”, informa a Secom.
A Faixa Classe Média atendia, predominantemente, um grupo de trabalhadores como professores, enfermeiros, técnicos e pequenos empresários, que também ansiavam por segurança e planejamento familiar. Além disso, o governo anunciou novas regras para o sistema financeiro de habitação que devem promover um salto no crédito imobiliário, alcançando famílias com renda mensal de até R$ 20 mil.
A medida moderniza o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), amplia a oferta de crédito habitacional e garante maior acesso da classe média ao financiamento da casa própria, fortalecendo o setor da construção civil e a geração de empregos.
Para o presidente Lula, "as coisas acontecem nesse país quando você tem um governo que tem vontade de ouvir e, ao ouvir, tem vontade de fazer as coisas andarem para frente. A necessidade é continuar fazendo política de inclusão social, para que as pessoas subam um degrau a mais na escala social, e a gente crie uma sociedade de classe média", afirmou o presidente Lula, durante o anúncio do novo modelo de crédito habitacional, em 10 de outubro de 2025.
Ainda de acordo com o presidente, a iniciativa adequa as dificuldades econômicas das pessoas, levando em conta o respeito à dignidade humana. "É para isso que foi criado esse programa", completou.
Do início de 2023 até meados de dezembro de 2025, considerando apenas os financiamentos por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 1,63 milhão de moradias foram financiadas, com valor total de R$ 259,58 bilhões. Os financiamentos chegaram a 4.178 municípios do país.
Considerando somente os empreendimentos com recursos do Orçamento Geral da União (OGU) para as linhas subsidiadas, foram contratadas 238,79 mil moradias em 3.848 novos empreendimentos a partir de 2023, com valor de R$ 31,73 bilhões. As contratações ocorreram em 2.301 municípios do país. Foram 119,3 mil moradias em 2024, com valor de R$ 18,48 bilhões, e 119,4 mil em 2025, com valor de R$ 13,25 bilhões.
Até o início do Novo PAC, muitas obras estavam paralisadas ou em ritmo lento. Desde então, 136,16 mil moradias em 2.442 empreendimentos, que foram contratadas antes de 2023 e não foram concluídas, tiveram obras retomadas. Os empreendimentos retomados estão localizados em 1.695 municípios brasileiros. Do total, 47,99 mil moradias retomadas já foram concluídas.
Estados e Regiões
O programa contempla todas as regiões e estados brasileiros. No Norte, a iniciativa prioriza comunidades muitas vezes isoladas, e 67 mil novas moradias já foram contratadas. No Nordeste, região com histórico de déficit habitacional, o programa já contratou 491 mil unidades entre 2023 e meados de dezembro de 2025.
No Sudeste, com sua dinâmica econômica intensa e metrópoles pressionadas, a atuação do MCMV equilibra a urgência por moradia popular com a demanda da classe média, registrando 845 mil contratações, entre 2023 e meados de dezembro de 2025. No Centro-Oeste, o MCMV atua ofertando 236 mil unidades em contrato, e no Sul, 343 mil famílias foram contempladas em novas contratações, entre 2023 e novembro de 2025.
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