Durante uma entrevista realizada nesta terça-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “não há nada de grave, de anormal” no processo eleitoral da Venezuela. No último domingo (28), a população venezuelana foi às urnas para escolher o novo presidente do país. O pleito resultou na reeleição de Nicolás Maduro, que se autoproclamou vencedor, apesar de a oposição acusar fraude e questionar o resultado. VEJA MAIS Entenda em um guia simples as suspeitas de fraude na eleição da Venezuela Maduro foi reeleito para seu terceiro mandato de seis anos no país Procurador-geral anuncia 749 detidos em protestos contra a reeleição de Maduro Autoridade alertou que o número de detidos pode crescer nas próximas horas Segundo a declaração de Lula à afiliada da TV Globo do Mato Grosso, a decisão cabe à Justiça. “Então, tem um processo. Não tem nada de grave, não tem nada de assustador. Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a 3ª Guerra Mundial. Não tem nada a de anormal. Teve uma eleição, teve uma pessoa que disse que teve 51%, teve uma pessoa que disse que teve 40 e pouco por cento. Um concorda, o outro não. Entra na Justiça e justiça faz”, afirmou o presidente. Ainda de acordo com o chefe do Executivo brasileiro, para cessar as brigas é necessário que as autoridades locais divulguem as atas de votação. As atas são os boletins que registram os votos em cada urna nas eleições da Venezuela. No entanto, o material não foi divulgado pelas autoridades do país sob a alegação de falha no sistema. De acordo com o resultado divulgados pelo Comitê Nacional Eleitoral (CNE), Maduro venceu as eleições com 51,2% dos votos. Porém a a oposição e lideranças de outros países apontam fraude no resultado, alegando que o vencedor seria Edmundo Gonzalez.