Lula anuncia ampliação de investimentos e mais 3 milhões de unidades pelo Minha Casa, Minha Vida
Presidente da República apresentou o aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social, o que eleva a R$ 200 bilhões o orçamento do programa em 2026
“Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três". A afirmação é do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião no Palácio do Governo em Brasília, nesta sezta-feira (15).
Lula apresentou um pacote de medidas estratégicas para o setor habitacional. As ações incluem um aporte extra de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida e a ampliação da meta do programa para 3 milhões de moradias até o final de 2026. Ainda na reunião, ele enfatizou: "E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam ter uma casa um pouco melhor”.
“Fazer casa, para nós, é uma obrigação. E a minha obrigação é porque eu sei o que é morar em enchente. Já morei em casa com um metro e meio de água dentro”, destacou o presidente Lula. “Eu sei o que é isso. Então, casa, para mim, é quase que uma coisa de direito humano e está na Constituição”.
As medidas anunciadas consolidam a habitação como motor de crescimento econômico e justiça social no país. Com o aporte adicional de R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social (FS) para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o orçamento total para a habitação em 2026 saltou de R$ 180 bilhões para o recorde histórico de R$ 200 bilhões.
Um milhão de moradias
Com o novo volume de recursos será possível a contratação de um milhão de unidades habitacionais neste ano. O sucesso das contratações anteriores, que atingiram 2 milhões de moradias com um ano de antecedência, ainda em 2025, permitiu ao governo elevar a meta total do programa.
“Todo mundo quer trocar o aluguel pela prestação da casa. E esse é o papel deste programa: tentar criar as condições para que as pessoas tenham uma casa”, disse Lula.
Confira as novas faixas do Mina Casa, Minha Vida
Faixa 1: atende famílias com renda de até R$ 3.200;
Faixa 2: renda de R$ 3.200,01 a R$ 5.000;
Faixa 3: renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600;
Classe Média: renda de até R$ 13 mil.
Valor das Unidades
Além da renda, o teto do valor das unidades habitacionais (UH) foi reajustado para acompanhar o mercado.
Faixa 3: o limite subiu para R$ 400 mil (+14%).
Classe Média: o valor máximo financiável saltou de R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%).
Reforma Casa Brasil
O programa Reforma Casa Brasil também recebeu melhorias significativas para combater a inadequação habitacional. O público-alvo foi ampliado para famílias com renda de até R$ 13 mil, igualando-se ao teto do MCMV e garantindo que mais brasileiros possam melhorar suas moradias.
As condições financeiras para reformas tornaram-se mais atrativas, com a redução da taxa de juros para 0,99% ao ano para todos os beneficiários. O governo também elevou o ticket máximo da reforma de R$ 30 mil para R$ 50 mil e estendeu o prazo de amortização para 72 meses.
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