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Idosos representam 15% do eleitorado do Pará

Participação dessa faixa etária foi maior nas últimas eleições

Abílio Dantas / O Liberal

Mesmo com o advento da pandemia de covid-19, os eleitores do Pará com mais de 60 anos foram mais às urnas em 2020 do que em 2018. Enquanto na última eleição para governador e presidente da República o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) registrou 667.414 faltosos entre o eleitorado idoso, em 2020 esse número caiu para 413.181 faltosos com mais de 60 anos, o que significa que 254.233 pessoas que não votaram em 2018 resolveram registrar a opção política no certame do ano passado. No Pará, atualmente, os idosos representam 14,94% do eleitorado. No Dia Mundial do Idoso, celebrado na última sexta-feira (1), a participação política desse pública é um dos temas ressaltados por políticos e ativistas com mais de 60 anos.

De acordo com o TRE, do total de eleitores idosos no Pará, 79,94% foram às urnas em 2020. A presença dos idosos na política, no entanto, não se restringe ao voto, nos certames organizados pelos Tribunais Regionais Eleitorais de dois em dois anos. Eles também vão para o foco de elaborações políticas em mandatos eletivos, em Casas de Leis como a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), e em movimentos sociais, como é caso da Federação das Associações dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Pará e do Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac).

Expectativa de vida

O deputado estadual Martinho Carmona (MDB), de 65 anos, exerce atualmente seu sétimo mandato na Alepa, ficando atrás apenas de Raimundo Santos (Patriota), também com 65 anos, que está em seu oitavo mandato na Casa. Para Carmona, o aumento da expectativa de vida da população brasileira é um dos motivos que explica o aumento da participação dos idosos nos debates políticos do país. “Nossa expectativa de vida atualmente, oscila entre 74 e 78 anos. Obviamente, aumentou o número de pessoas mais longevas, o que traz uma extraordinária contribuição, porque a experiência vale muito. Não há como abrir mão de pessoas com um grau de visão de maturidade sobre a vida e sobre a sociedade”, destaca.

Deputado estadual Martinho Carmona: "Experiência vale muito) (Divulgação)

Para o parlamentar, os jovens precisam errar para aprender sobre diversos aspectos da vida, ao passo que as pessoas mais vividas possuem o acúmulo de experiência como guia. “A população idosa se destaca, do ponto de vista de ações políticas, nas áreas econômica e familiar. À medida em que a pessoa vai acumulando experiência, ela vai percebendo a indispensável necessidade da família para a harmonia da sociedade. E, ao mesmo tempo, do ponto de vista econômico, a importância de ter gastos com o que traz mais qualidade de vida”, demarca o deputado.

Representatividade

Com 80 anos de vida, a coordenadora e fundadora do Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac), Lourdes Barreto, recorda que na sua infância muitas pessoas morriam com 40 e 50 anos, o que mudou bastante com o passar das décadas. “Acho que os idosos precisam ter mais representação no parlamento brasileiro. Eu particularmente tenho até tido vontade (de exercer um cargo político), mas ainda não tive apoio suficiente. Já concorri à Câmara Municipal de Ananindeua (CMA), em 2002. O que penso, agora, é que é importante discutir isso com o pessoal da terceira idade. São pessoas com muita responsabilidade e conhecimento”, defende.

Com a chegada da pandemia de covid-19, Lourdes Barreto afirma que a população idosa foi vítima de violências domésticas, com destaque para abusos sexuais. “Para algumas pessoas, parece que a população idosa é o mesmo que nada, não tem nenhum valor. Os próprios partidos políticos têm preconceito com as pessoas idosas. Acho até que devia ter cota partidária para idosos e idosas, como tem para as mulheres”, propõe.

O presidente da Federação das Associações dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Pará, Emídio Rebelo Filho, que representa os aposentados e pensionistas paraenses, afirma que a área da previdência social é o setor em que os idosos estão mais presentes enquanto protagonistas. “A nossa principal luta é para que o fundo previdenciário seja utilizado, de fato, para os gastos com saúde e demais necessidades da pessoa idosa. Não é isso que está acontecendo. Os governos usam o dinheiro para qualquer outra coisa, menos para aplicação na seguridade social”, critica.

Palavras-chave

Política
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