Haddad minimiza ausência de Ciro e Marina em ato das centrais sindicais

Petista também nega que a pauta do movimento seja um "Fora, Bolsonaro": impeachment não podem ser usados dessa forma

Agência Estado

O ex-candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad minimizou a ausência de Marina Silva e Ciro Gomes, líderes importante da esquerda nacional, em evento das centrais sindicais, nesta quarta-feira, 1, em São Paulo.

"Mas o Lupi (Carlos Lupi, presidente do PDT) está aqui, as centrais estão aqui todas. Nem todos os presidenciáveis estão aqui. Marina não está, Ciro não está", disse a jornalistas. Haddad foi confrontando se a ausência de nomes como Ciro no ato seria algo importante, mas desconversou: "Não posso comentar uma coisa dessa. Eu estou aqui", disse Haddad. Mais cedo, Guilherme Boulos (PSOL) chegou a defender que Ciro deveria ter participado.

Manifestantes foram às ruas em todo o País neste 1º de Maio para protestar contra a reforma da Previdência. O movimento, organizado pelas frentes sindicais, tenta marcar uma união da esquerda contra o governo de Jair Bolsonaro. O ato é uma organização conjunta de CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical, CSB, CGTB, Nova Central, CSP-Conlutas, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.

Bolsonaro e Temer

O ex-candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, fez duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro e comparou a atual gestão econômica com a do ex-presidente Michel Temer. "O governo que está levando à frente a agenda econômica de Temer, com corte de direitos sociais, corte de direito trabalhista e corte de direitos previdenciários", disse o ex-prefeito, durante ato do Dia do Trabalhador em São Paulo. 

Em São Paulo, o ato 1º de Maio unitário das Centrais Sindicais e Frentes ocupa o Vale do Anhangabaú. Estão previstos protestos em vários pontos no País, como Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Brasília e Mato Grosso.

Apesar da forte pressão contra Bolsonaro, Haddad negou que a pauta do movimento seja um "Fora, Bolsonaro" e argumentou que processos de impeachment não podem ser usados desta forma. "Isso a gente tem de ter muito cuidado, porque a constituição estabelece que impeachment tem de ter crime de responsabilidade. Não pode ser palavra de ordem. Crime de responsabilidade é uma coisa e temos de ser estritamente fiéis à Constituição", defendeu. O petista argumentou ainda que a oposição é benéfica para o País e que isso faz parte do regime democrático.

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