Em meio às tensões entre Lira e governo, Haddad cancela reunião com líderes da Câmara

Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez um discurso cheio de recados ao Executivo, na abertura dos trabalhos do Congresso

O Liberal
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Um dia depois do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), fazer um discurso com recados ao governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou a reunião que teria com líderes dos partidos na Câmara, na tarde desta terça-feira (6), para tratar de pautas do interesse do Executivo. Pela agenda oficial, a reunião com líderes do Senado, prevista para ocorrer às 15h, foi mantida.

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Segundo interlocutores ligados ao governo e à Câmara ouvidos pelo G1 Nacional, as falas de Lira pesaram na decisão de cancelar o compromisso com membros da Câmara, porque não haveria "clima" para o debate da pauta econômica nesta terça. A presença de Lira no encontro não estava prevista. 

Para Lira e líderes partidários, o governo tem descumprido acordos, especialmente os firmados com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou o recado à Câmara de que não pretende trocar o ministro, considerado da confiança do petista.

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Nesta segunda-feira (5), durante a abertura dos trabalhos do Legislativo, o presidente da Câmara afirmou que o Congresso “não foi eleito para carimbar” propostas vindas do Executivo, e defendeu "independência e somatório de esforços".

“A boa política, como sabemos, apoia-se num pilar essencial: o respeito aos acordos firmados e o cumprimento à palavra empenhado”, continuou, acrescentando que o Orçamento federal “é de todos, não só do Executivo”.

"Se assim fosse, a constituição não determinaria a necessária participação do poder Legislativo em sua confecção e final aprovação”, disse. 

“O orçamento é de todos e para todos os brasileiros e brasileiras: não é e nem pode ser de autoria exclusiva do Poder Executivo e muito menos de uma burocracia técnica que, apesar de seu preparo, não duvido, não foi eleita para escolher as prioridades da nação. E não gasta a sola do sapato percorrendo os pequenos municípios brasileiros como nós, parlamentares”, acrescentou. 

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