Eleições 2022: segundo debate presidencial é marcado por críticas à ausência de Lula

Chegou ao fim, por volta de 20h20 deste sábado (24), o segundo encontro televisivo entre os candidatos

O Liberal

Chegou ao fim, por volta de 20h20 deste sábado (24), o segundo debate televisivo entre os candidatos à Presidência da República. Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi o único entre os candidatos convidados que não compareceu ao encontro presidenciáveis, que contou com a presença dos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D'Avila (Novo) e Padre Kelmon (PTB).

Candidatos à presidência participam de debate na TV neste sábado (24)
Dos candidatos convidados, apenas o líder nas pesquisas de intenções de voto, Lula, não compareceu

Lula já havia informado que não participaria do debate deste sábado. Ele justificou dizendo que houve demora do pool de veículos de imprensa, formado pela emissora SBT, CNN, Veja, O Estado de S. Paulo, Nova Brasil FM e Terra, em fechar uma data. Por isso, ele acabou marcando outros compromissos. A cadeira destinada ao petista ficou vazia durante o encontro.

Nas redes sociais, o petista compartilhou participação em comício, na tarde de hoje (24), na Zona Leste de São Paulo, com o candidato a vice, Geraldo Alckmin, e o candidato do PT ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad.

"Eu adoraria participar porque eu tenho um profundo prazer de participar de debate. Lamentavelmente, o debate do SBT demorou um pouco. Minha coordenação mandou uma carta falando que era para fazer um pool. Demorou, quando veio a resposta do debate eu já tinha agenda no Rio de Janeiro e em São Paulo", disse Lula, ao justificar a ausência no debate.

A decisão do candidato líder nas pesquisas de intenção de votos foi criticada no debate pelos adversários. 

O candidato Ciro Gomes (PDT), que aparece na terceira posição nas pesquisas, subiu o tom com o adversário. "É lamentável que um candidato que diz que tem que fazer um voto útil para enfrentar o fascismo e estigmatiza o fascismo na mão de um adversário não venha na presença do adversário mostrar o fascismo dele", disse.

Já a candidata Soraya Thronicke (União), chegou a chamar Lula de "covarde": "Comparecer ao debate é uma obrigação do candidato e é um direito do eleitor. Entendo que é um ato de covardia do candidato, você pode organizar a sua agenda. A desculpa que foi dada, com todo o respeito, é uma desculpa esfarrapada. Isso é desrespeito com a população brasileira".

Simone Tebet (MBD) disse que o petista "fugiu" do debate. "Me espanta quem prega o voto útil correr de um debate, fugir de um debate, de se expor e falar para o Brasil quais são suas propostas", disse. "Como alguém pode pregar o voto útil, querer matar uma eleição no primeiro turno e não se apresentar para o Brasil? Ele quer que o eleitor dê um cheque em branco? Vote no escuro? Eu faço política há muito tempo porque, acima de tudo, temos que respeitar o voto do eleitor", completou.

O candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) ainda chamou Lula de presidiário. "A ausência do presidiário, do ex-presidiário, demonstra que ele não tem qualquer compromisso para com a população", afirmou. "Em 2018 eu não compareci porque estava hospitalizado por uma facada e fui massacrado pelo PT, como fujão. Perguntaria aos petistas: e agora? Qual é a justificativa?", completou.

O encontro entre os presidenciáveis na TV foi transmitido em TV aberta pelo SBT. O debate ocorreu nos estúdios do SBT, em Osasco, na Grande São Paulo e teve mediação do jornalista Carlos Nascimento. 

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