Campanha de Flávio pede ao STF apuração sobre vazamento de conversas com Vorcaro

Flávio divulgou uma nota admitindo que cobrou dinheiro de Vorcaro, mas negando ter cometido qualquer ato ilícito

Estadão Conteúdo
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O coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), se encontrou nesta quinta-feira, 14, com o ministro relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e pediu apuração dos vazamentos das conversas com Daniel Vorcaro. Nesta quarta-feira, 13, o site Intercept Brasil revelou que o filho de Jair Bolsonaro (PL) negociou com o dono do Banco Master o pagamento de R$ 134 milhões para "patrocinar" um filme sobre a vida do ex-presidente.

"Disse a ele que estamos preocupados com o vazamento seletivo contra Flávio e com a maneira como as coisas estão acontecendo, gerando insegurança sobre os rumos da investigação. Há quase 7 terabytes de informações sobre o caso Master. Pedimos que esse vazamento seja apurado", declarou Marinho à CNN Brasil.

De acordo com Marinho, Mendonça respondeu que iria apurar. O Estadão entrou em contato com o gabinete do ministro para confirmar essa informação e aguarda retorno.

Segundo a reportagem, as negociações para que Vorcaro bancasse o filme foram feitas por Flávio Bolsonaro e outros intermediários, como o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.

O Estadão confirmou com fontes que têm acesso à investigação que os diálogos de Flávio Bolsonaro com Vorcaro divulgados pelo Intercept Brasil são autênticos. Eles fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Compliance Zero.

Após a divulgação dos áudios, Flávio foi para a residência onde funciona o comitê de sua pré-campanha à Presidência da República se encontrar com Marinho, com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e a advogada da equipe, Maria Claudia Bucchianeri.

No final da tarde, Flávio divulgou uma nota admitindo que cobrou dinheiro de Vorcaro, mas negando ter cometido qualquer ato ilícito. "No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", diz a nota.

O Intercept Brasil divulgou um áudio em que o senador pede dinheiro para o dono do Banco Master para pagar despesas com o filme Dark Horse.

"Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", diz Flávio no áudio divulgado.

Nas mensagens obtidas pelo Intercept, Flávio Bolsonaro escreve ainda a Vorcaro: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs".

A mensagem teria sido enviada no dia 16 de novembro de 2025, três meses depois do escândalo do Banco Master vir à tona. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. O Master foi liquidado no dia18 de novembro de 2025.

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