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Bancada federal do Pará repercute discurso do presidente Jair Bolsonaro

Parlamentares de direita destacaram as propostas ousadas, enquanto representantes da oposição criticaram duramente o que chamaram de "inverdades"

Thiago Vilarins

 

Parlamentares da bancada federal do Pará se manifestaram logo após o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula de Líderes sobre o Clima. No discurso, Bolsonaro prometeu adotar medidas que reduzam as emissões de gases do efeito estufa e pediu "justa remuneração" por "serviços ambientais" prestados pelos biomas brasileiros ao planeta.

Para o vice-líder do governo na Câmara Federal, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), o presidente apresentou metas ambiciosas que poderão ser cumpridas com o apoio e investimento internacional.

"Nós precisaremos da colaboração dos países ricos, países que aportam, principalmente, no Fundo Amazônia. Precisamos acabar com essa briga e entender de que na Amazônia existem 26 milhões de brasileiros. Eles precisam de saneamento básico, que aqui nós temos menos de 3%, precisamos de água potável, de comunicação, de internet... Enfim, precisamos ser brasileiros e seres humanos como qualquer outro", disse o deputado.

"Por isso, os investimentos tem que ser feitos para que a gente possa, com uma compensação, acabar com o desmatamento, preservando a Amazônia, mas trazendo dignidade para o homem da Amazônia. São metas muito ambiciosas, que com a ajuda internacional podemos  alcançar, até porque a Amazônia é brasileira, mas ela serve ao mundo todo", completou.

O deputado Celso Sabino (PSDB-PA) também destacou a proposta ousada do governo brasileiro, ressaltando que ela é totalmente coesa e possível. "A participação do Brasil na reunião da Cúpula do Clima foi de extrema relevância. Acredito que o presidente foi muito coerente, com metas bastante possíveis. Com a eficiência dos nossos homens e mulheres que trabalham no meio ambiente, eu tenho certeza que será possível. A perspectiva que, até 2030, a gente encerre, definitivamente, com qualquer desmatamento ilegal e que, até 2050, nós possamos eliminar a produção de gazes que geram o efeito estufa no nosso planeta", defendeu o deputado.

Sabino ressaltou ainda a necessidade de união de esforços de todos os setores para alcançar as metas prometidas pelo presidente. "A Câmara tem contribuído bastante também, com a aprovação de projetos que contribuem para a preservação do meio ambiente. Eu acho que a união de todos os esforços , inclusive da comunidade internacional, com investimentos, com financiamento também deste controle do desmatamento no País. É uma soma de esforços que vai contribuir para que a gente possa alcançar o nosso objetivo", concluiu.

Entre os parlamentares da oposição, o discurso do presidente Jair Bolsonaro foi muito criticado. Segundo os representantes paraenses ouvido pelo O Liberal, o presidente foi vago e não falou a verdade na cúpula do clima. Para o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA), as metas climáticas prometidas pelo governo brasileiro já foram estabelecidas pelos governos anteriores.

"O governo Bolsonaro é um governo dissimulado. Quando trata das questões, é um negacionista, nega a ciência, a política, nega as relações humanas. E no meio ambiente, ele passa a ser um devastador. Ele incentiva a invasão das terras indígenas para explorar o minério, como também incentiva as queimadas nestas terras indígenas. Mas ele mente, descaramente, nos fóruns internacionais. Porque ele usa as visões positivas de governos anteriores, como foi de 2004 a 2014, do governo Lula, por exemplo, que caiu drasticamente a emissão de carbono, como também as queimadas na Amazônia. Mas ele quando trata desta relação agora, ele usa essas questões positivas, mas mente no seu governo, porque o governo dele é um verdadeiro devastador das terras do nosso povo", criticou.

O deputado Airton Faleiro (PT-PA) também lamentou a fala do presidente, mas destacou ainda que o presidente não tinha credibilidade para apresentar qualquer promessa na Cúpula do Clima devido aos "resultados devastadores da sua política ambiental".

"Nós questionamos desde a origem desta tentativa de acordo entre o governo Biden e o governo brasileiro, deixando de fora a sociedade civil, os governadores e o Congresso Nacional. Mas questionamos também sobre a confiabilidade do governo brasileiro para fazer acordo em cooperação internacional diante do comportamento atual. Um comportamento de flexibilização da legislação, desestruturação dos órgãos de fiscalização e controle, ou seja, uma política de incentivo a queimadas, ao desmatamento e a mineração em terras indígenas. Portanto, nós achamos que o governo brasileiro não se credenciou para ganhar esse crédito com o governo norte-americano. A fala do presidente é de bonitas promessas, mas eu remeto, que credibilidade tem  a fala desse presidente?", questionou.

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