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Associativismo ganha status de patrimônio e pressiona por mais protagonismo no Pará

Sessão na Alepa reconhece a ACP como patrimônio cultural e expõe demandas do setor produtivo por integração com o poder público e melhorias no ambiente de negócios

O Liberal
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Em sessão solene realizada nesta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), o Dia Estadual do Associativismo, instituído pela Lei nº 11.243/2025, serviu de vitrine para um reconhecimento histórico: a Associação Comercial do Pará (ACP) foi declarada Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado.

A homenagem não se sustenta apenas no simbolismo. Com mais de dois séculos de atuação, fundada em 3 de abril de 1819, a entidade atravessa diferentes ciclos econômicos do Pará e se consolida como uma das instituições empresariais mais longevas do país. Não por acaso, a data escolhida para celebrar o associativismo coincide com o aniversário da própria ACP, reforçando o peso da instituição na construção do ambiente produtivo local.

Autor da lei, o deputado Fábio Freitas conduziu a sessão destacando o sentido coletivo da iniciativa. Ao discursar, apontou o associativismo como um elo entre setores que, historicamente, precisam dialogar para avançar. “Não é só uma data do calendário, é um símbolo. Um símbolo de pessoas que decidiram caminhar juntas”, afirmou, ao defender que a articulação entre empresários, trabalhadores e lideranças é condição para o desenvolvimento sustentável do estado.

Do lado empresarial, o tom foi de reconhecimento, mas também de cobrança. Presidente da ACP, Isan Anijar avaliou que o título consolida o papel institucional da entidade, mas reforçou a necessidade de maior integração entre iniciativa privada e poder público. “Não podemos continuar caminhando isolados”, disse, ao defender a aproximação entre Executivo, Legislativo e Judiciário como estratégia para impulsionar o crescimento econômico.

Na mesma linha, Anijar aproveitou o espaço para elencar entraves que, segundo ele, ainda limitam o ambiente de negócios no estado, como o aumento indireto da carga tributária e dificuldades estruturais enfrentadas pelo setor produtivo. Para o dirigente, o associativismo funciona como instrumento de pressão legítima e de articulação política, capaz de ampliar a representatividade empresarial.

A mobilização em torno da data também extrapolou o plenário. A sessão reuniu dirigentes de mais de 30 entidades, entre associações comerciais, sindicatos e cooperativas, além da participação da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (Faciapa). Antes da solenidade, representantes do setor já haviam se reunido em agenda conduzida pela ACP, sinalizando uma tentativa de alinhar pautas e fortalecer a atuação conjunta em defesa do empreendedorismo no estado.

O movimento, segundo lideranças presentes, indica que o reconhecimento institucional pode ser apenas o ponto de partida para uma agenda mais ampla, que busca reposicionar o associativismo como peça central no debate sobre desenvolvimento econômico no Pará.

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