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Paraense interceptada por forças israelenses em missão humanitária retorna ao Brasil

Publicação nas redes sociais mostrou ativistas sendo recebidos com abraços e homenagens

O Liberal

A ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira, integrante da missão humanitária da Flotilha Global Sumud, foi liberada e já está em solo brasileiro. A informação foi divulgada neste domingo (24) pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) por meio das redes sociais.

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Natural de Belém, Beatriz fazia parte do grupo de brasileiros interceptados durante uma missão internacional de ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza.

Na publicação, o movimento compartilhou imagens da chegada da delegação do Brasil ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde os ativistas foram recebidos por integrantes de organizações sociais e movimentos populares.


Até o momento, não há informações sobre o retorno da ativista para Belém.

Delegação brasileira participou de missão humanitária

Além da paraense, também desembarcaram no Brasil Ariadne Teles, coordenadora da Global Sumud Brasil; Thainara Rogério; e o médico pediatra Cássio Guedes Pelegrini Júnior. Os quatro integravam a Flotilha Global Sumud, missão internacional formada por ativistas, médicos e defensores de direitos humanos de diferentes países.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Movimento dos Atingidos por Barragens comentou o período vivido pela delegação durante a ação humanitária. “Foram quase 40 dias, de navegação até a interceptação ilegal e sequestro pelo regime israelense. [...] A solidariedade e o internacionalismo são princípios integrantes da nossa luta pela transformação e somente a partir deles é possível construir a paz e as saídas para nossos dilemas”, afirmou o movimento.

Missão levava ajuda humanitária para Gaza

Os brasileiros participavam de uma ação para levar alimentos, medicamentos e outros insumos humanitários à população da Faixa de Gaza. Segundo os organizadores, no dia 18 de maio as embarcações civis da missão teriam sido cercadas por forças israelenses em águas internacionais do Mediterrâneo, próximas à ilha de Chipre, enquanto tentavam romper o bloqueio imposto por Israel ao território palestino.