Lula diz que não acompanhará julgamento de Bolsonaro: 'tenho coisa melhor para fazer'
O julgamento da ação penal será realizado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29), em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (MG), que não pretende acompanhar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros réus do chamado “núcleo crucial” na ação sobre tentativa de golpe de Estado.
“Tenho coisa melhor para fazer”, disse.
O julgamento da ação penal será realizado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), com início na próxima terça-feira (2 de setembro) e sessões previstas ao longo de duas semanas.
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Sobre o julgamento
Lula afirmou que o que está em análise não é a figura de Bolsonaro, mas seu comportamento como ex-presidente, com base em denúncias, delações e provas apuradas pela Polícia Federal.
“São os autos do processo que vão ser julgados. Se ele cometeu o crime, será punido. Se não cometeu, será absolvido e a vida continua”, disse.
O presidente também criticou a articulação de parlamentares pela aprovação de um projeto de anistia que poderia beneficiar Bolsonaro. “É uma coisa tão impertinente. Ninguém foi ainda condenado. O homem não foi nem julgado”, afirmou. Segundo Lula, cabe ao ex-presidente apresentar provas em sua defesa. “Ele que se defenda e prove que é mentira.”
Cassação de Eduardo Bolsonaro
Lula comentou ainda o pedido do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para manter seu mandato mesmo residindo nos Estados Unidos e voltou a defender a cassação do parlamentar.
“Já falei com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com vários deputados: é extremamente necessário cassar Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor deste País”, afirmou.
O presidente acrescentou que o filho de Bolsonaro estaria divulgando informações falsas sobre o Brasil no exterior. “Ele sai do Brasil e vai para os Estados Unidos ficar mentindo sobre o Brasil. As acusações que o (presidente americano Donald) Trump fez ao Brasil para justificar taxações são todas inverídicas”, concluiu.
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