MENU

BUSCA

Justiça italiana amplia decisão e autoriza extradição de Carla Zambelli

Zambelli deixou o Brasil após a condenação no caso do CNJ, em 2025

O Liberal

A Corte de Apelação de Roma decidiu, nesta quinta-feira (16), autorizar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli também no processo em que foi condenada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A Justiça italiana já havia dado aval à extradição em outro caso, relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No Brasil, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, além da perda do mandato, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após episódio ocorrido às vésperas das eleições de 2022. Em outro processo, a ex-parlamentar recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão por participação na invasão do sistema do CNJ, em 2023, com inserção de documentos falsos.

VEJA MAIS 

Mulher de Ramagem publica vídeo de retorno do ex-deputado para casa após prisão nos EUA
Mulher e filhas do ex-deputado publicaram vídeo do reencontro; Ramagem estava irregular nos Estados Unidos

Gilmar suspende julgamento no STF sobre permissão de nomeação de parentes em cargos políticos
O julgamento analisa a possibilidade de gestores públicos, como prefeitos, governadores e presidentes, nomearem parentes para cargos políticos

A defesa da ex-deputada recorreu da decisão relacionada ao caso do CNJ na Justiça italiana, mas ainda não houve resposta. Pela legislação do país, a palavra final sobre a extradição cabe ao ministro da Justiça, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão judicial.

Caso a extradição seja efetivada, Zambelli deverá ser enviada ao Brasil para cumprimento das penas, com previsão de detenção na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.

Zambelli deixou o Brasil após a condenação no caso do CNJ, em 2025. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou sua prisão preventiva, pedido atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também determinou a inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol.

Em 29 de julho de 2025, ela foi presa em um apartamento em Roma, após decisão da Corte de Apelação, que apontou risco de fuga caso permanecesse em liberdade.