Escritório ligado à esposa de Alexandre de Moraes esclarece contrato com Banco Master
Manifestação ocorre após a nova prisão de Vorcaro pela Polícia Federal na última quarta-feira (4)
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota pública para esclarecer a contratação de serviços jurídicos pelo Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
No comunicado, o escritório afirma que prestou consultoria jurídica ao banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, mas ressalta que nunca atuou em causas do Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
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A manifestação ocorre após a nova prisão de Vorcaro pela Polícia Federal na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Segundo a nota, os serviços prestados ao banco envolveram uma equipe de 15 advogados e a contratação de três outros escritórios especializados em consultoria. O documento afirma que foram realizadas 79 reuniões presenciais na sede do Banco Master, além de encontros com a presidência da instituição e reuniões virtuais entre as equipes jurídicas.
A divulgação do esclarecimento ocorre após reportagem do blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, publicar mensagens atribuídas a Vorcaro que teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.
Em nota, o STF afirmou que as mensagens não foram enviadas ao ministro, indicando que os registros estavam vinculados a pastas de outros contatos do banqueiro.
Outra publicação do mesmo blog informou que o contrato entre o Banco Master e o escritório teria valor de R$ 3,6 milhões por mês, com duração prevista de 36 meses a partir de janeiro de 2024. A nota divulgada agora detalha os serviços prestados e afirma que o contrato foi encerrado após a liquidação extrajudicial do banco.
O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central do Brasil em meio a uma crise financeira marcada por risco de insolvência, alto custo de captação e oferta de investimentos com rentabilidade acima do padrão do mercado.
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