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Três pessoas são presas no Pará por suspeita de fraudes eletrônicas contra empresa de Goiás

A ação ocorreu na terça-feira (10) em Belém e Santa Izabel do Pará

O Liberal
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Três pessoas foram presas no Pará durante a segunda fase da operação “Último Boleto”, que apura um esquema de fraudes eletrônicas praticadas contra uma empresa sediada no município de Rio Verde, no estado de Goiás. Conforme a Polícia Civil, os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos na terça-feira (10), em Belém e no município de Santa Izabel do Pará.

Durante a ação policial, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As pessoas são investigadas pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informático e uso de documento falso. Também foram apreendidos aparelhos telefônicos, que serão periciados e usados na investigação para total elucidação dos crimes.

Um mandado de prisão também foi cumprido pela Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará, onde o alvo já se encontra recluso na Central de Custódia Provisória de Santa Izabel. Outros dois alvos de prisão não foram localizados e as diligências seguem em andamento visando capturá-los.

A operação foi deflagrada pela PCPA, através da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados Por Meios Cibernéticos (DCCCEP), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), em apoio operacional e logístico à Polícia Civil do Estado de Goiás. A ação contou com apoio da Coordenadoria de Operações Especiais (CORE) e da Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará.

Investigação

As investigações tiveram início em junho de 2023, quando foi identificada a existência de um esquema criminoso sofisticado de fraude bancária, baseado na adulteração de boletos para o desvio de valores de empresas. “O grupo obtinha acesso indevido a e-mails corporativos, interceptava comunicações e alterava dados de pagamento, utilizando documentação falsa para abrir contas bancárias em nome de pessoas jurídicas, com o objetivo de ocultar e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos”, detalhou o delegado João Amorim, titular da DECCC.

A primeira fase da operação ocorreu em outubro de 2025, em Belém, com o cumprimento de mandado de prisão preventiva e buscas e apreensões. À época, foram apreendidos equipamentos eletrônicos que executavam a plataforma digital destinada à disseminação de boletos fraudulentos. O laudo pericial confirmou o alto grau de sofisticação e organização do sistema, com disparo automatizado de e-mails, evidenciando que o esquema permanecia ativo. Também foram recolhidos dispositivos eletrônicos, dinheiro e um veículo de luxo.

“Durante a primeira fase da operação, a análise pericial revelou a participação de outros três integrantes e a existência de uma rede permanente de comunicação, divisão de tarefas e gerenciamento conjunto de contas bancárias, caracterizando o crime de associação criminosa, voltada à prática de fraudes digitais. Isso resultou na segunda fase da ação”, finalizou o delegado.

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