A Polícia Civil do Pará (PCPA) detalhou, nesta sexta-feira (14/8), a prisão de Eli Ferreira de Oliveira, de 25 anos, principal suspeito de matar o professor Augusto César Siqueira, 55, em Belém. Segundo a PC, o crime ocorreu no dia 7 de julho deste ano, no bairro da Marambaia. E o homem apontado pelas autoridades por cometer o crime foi detido na última quarta (12/8) em Canaã dos Carajás, no sudeste paraense, em cumprimento ao mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo emprego de meio que dificultou a defesa da vítima.
O delegado Caio André Wassilesvski, responsável pelo inquérito, disse que, assim que os agentes tomaram conhecimento do ocorrido, foram apurar o que tinha acontecido antes da data em que o corpo foi descoberto. Segundo eles, os policiais verificaram que a casa onde o crime ocorreu havia sido alugada por temporada e que Augusto e o suspeito tinham passado o final de semana em Cotijuba. Conforme as investigações policiais, a suspeita é de que a motivação por trás da morte do professor possa estar ligada a outro crime, que não foi revelado para preservar as apurações.
“Encontramos as pessoas com quem eles tiveram contato em Cotijuba e descobrimos que tiveram brigas e ele (suspeito) usava um nome diferente: Levi. A partir das filmagens, chegamos à real identidade do autor, Eli Ferreira de Oliveira. Com isso, a gente conseguiu reconstituir o que ocorreu. (...) Existe a alegação, por parte do autor, de que teria sido uma legítima defesa e de que ele (Augusto) não efetuou o pagamento pelo encontro. Mas, nas mensagens, essa versão dele não prospera”, revelou Caio.
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De acordo com Wassilesvski, a partir das mensagens a que a Polícia Civil teve acesso, foi constatado que a vítima e o suspeito tinham acordado um encontro em que Augusto arcaria com as despesas, “mas sem pagamento específico pelo ato sexual” entre os dois. Para a PC, Eli agiu sozinho no crime. “Ele veio até Belém e fugiu de Belém sem apoio. Inclusive, logo após o crime, ele sai da residência e vai a pé até a rodoviária. Então, nós conseguimos ter a certeza de que ninguém entrou no imóvel após eles entrarem. A gente não teve dúvida de que ele (suspeito) era o autor do homicídio", afirmou.
O delegado Caio disse que, agora, a PCPA irá “ratificar o indiciamento” do suspeito que já havia sido feito, mas acrescentando a qualificadora do motivo torpe pela alegação de Eli durante interrogatório. “Ele já está à disposição da Justiça para o Ministério Público decidir se oferecerá a denúncia", acrescentou.
A prisão
O delegado Elieser Machado, diretor da Seccional da Marambaia, disse que no celular da vítima, que morava em Porto de Moz, foi possível ver a interação que teve com o suspeito em uma rede social. Depois de identificado, a PC solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça. “Nós realizamos viagens ao município de Parauapebas, comandadas pelo delegado Caio. Chegando lá, constatamos que o Eli não se encontrava lá, mas sim em um município vizinho: Canaã dos Carajás. Conseguimos efetuar a prisão dele. Em audiência de custódia, a prisão foi mantida”, destacou.

Após o crime, circularam informações nas redes sociais de que a morte de Augusto possivelmente teria ligação com um outro homicídio também registrado na Marambaia no mês de julho. Para a polícia, não há nenhum laço entre esses dois crimes. “Não existe nenhum vínculo entre os dois casos. São casos isolados. Inclusive, o caso do professor Augusto César foi presidido pelo delegado Caio e o outro caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios”, ressaltou.
Conforme Machado, o suspeito se encontrava em um presídio de Parauapebas, mas a polícia vai solicitar o recambiamento dele a Belém para que responda ao processo criminal.
O crime
O corpo de Augusto foi localizado no dia 7 de julho, na sala de uma casa localizada na Rua Santarém, entre as ruas Médice II e da Mata, no bairro da Marambaia, em Belém. No momento em que um morador do imóvel localizou o cadáver, a vítima estava completamente despida e ensanguentada, além de apresentar uma lesão na cabeça. A Polícia Militar foi acionada ao caso e deslocou-se ao local para verificar a denúncia. Quando a guarnição chegou ao imóvel, constatou que a vítima estava morta.
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