Lancha escolar com crianças a bordo naufraga na Baía do Marajó, em Muaná
O caso foi registrado na manhã de quinta-feira (17)
Uma lancha utilizada no transporte escolar de estudantes naufragou na manhã de quinta-feira (17), na Baía do Marajó, próximo à entrada do Rio Muaná, na região da Boca do Rio Juarité, no município de Muaná, no Marajó. Onze crianças estavam a bordo no momento do acidente.
Segundo as informações preliminares, o naufrágio ocorreu entre 11h e 12h, em um trecho onde a baía apresentava forte maresia. Duas crianças teriam ficado feridas durante o acidente. Uma delas apresentou ferimentos no braço, enquanto a outra teria sofrido uma lesão na região da cabeça.
Após o naufrágio, as crianças foram retiradas da embarcação e ficaram abaladas com o ocorrido. Ribeirinhos da área ajudaram no socorro. Imagens registradas depois do acidente mostram alguns estudantes chorando, principalmente em razão da perda de materiais escolares que estavam dentro da lancha.
A embarcação, conhecida como voadeira, era de pequeno porte e fazia o transporte dos estudantes que vivem na região. As informações iniciais apontam que a agitação da Baía do Marajó pode ter contribuído para o acidente, mas ainda não há confirmação oficial sobre o que provocou o naufrágio.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), informou que acompanha a ocorrência registrada em Muaná. Segundo a autoridade marítima, a partir das informações recebidas sobre o caso, a CPAOR entrou em contato com o Centro Integrado de Operações (CIOP) e com a Defesa Civil de Muaná para reunir os dados disponíveis e obter mais esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente.
"A Marinha do Brasil (MB), por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), informa que acompanha a ocorrência envolvendo uma embarcação, registrada nesta quinta-feira (17), no município de Muaná (PA)", informou a Marinha.
A autoridade marítima explicou que a fiscalização do tráfego aquaviário faz parte das atribuições permanentes da CPAOR nas vias navegáveis sob sua jurisdição, incluindo a Região Metropolitana de Belém e municípios do interior.
“O trabalho tem como foco a salvaguarda da vida humana, a segurança da navegação e a prevenção da poluição hídrica por embarcações. Durante essas ações, os Inspetores Navais verificam, entre outros aspectos, a documentação das embarcações e de seus tripulantes, as condições de navegabilidade, os instrumentos de navegação e os equipamentos de segurança e salvatagem. Nos casos em que são identificadas irregularidades, são adotadas as medidas administrativas previstas nas normas em vigor, de acordo com a natureza e a gravidade de cada situação", acrescentou.
A instituição reforçou ainda a importância da comunicação de situações que possam representar risco durante a navegação.
“A Marinha do Brasil mantém à disposição o Disque Emergências Marítimas e Fluviais (185), além dos canais da CPAOR: (91) 3218-3953 e (91) 98134-3000 (aplicativo de mensagens instantâneas). Por esses meios, podem ser comunicadas situações que representem risco à vida humana, à segurança da navegação ou ao meio ambiente”, destacou.
As circunstâncias do naufrágio, as condições da embarcação e os procedimentos de segurança adotados durante o transporte ainda deverão ser esclarecidos pelas autoridades responsáveis.
A Redação Integrada de O Liberal também solicitou mais informações sobre o caso para a Polícia Civil e a Prefeitura de Muaná, e aguarda os retornos.
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