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Presos ligados aos irmãos João e Adriano Coelho permanecem detidos após audiência de custódia

Dois homens foram presos pela PF após apreensão de R$ 2,5 milhões em espécie; vereador João Coelho e deputado Adriano Coelho são investigados no caso

O Liberal
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Os dois homens presos pela Polícia Federal após a apreensão de R$ 2,5 milhões em espécie, em Belém, permanecem detidos após a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (17) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). Os presos são apontados, conforme apuração jornalística, como ligados ao vereador de Belém João Coelho (PDT), candidato a deputado estadual, e ao irmão dele, Adriano Coelho (MDB), atual deputado estadual e candidato a deputado federal.

A audiência ocorreu por videoconferência, dentro do prazo de 24 horas previsto para esse tipo de procedimento. Os dois flagranteados foram ouvidos e puderam se manifestar por meio das respectivas defesas. O procurador regional eleitoral, Bruno Valente, também apresentou as considerações do Ministério Público Eleitoral.

Segundo o TRE-PA, o caso foi distribuído à Corte Eleitoral e está sob relatoria do juiz substituto Renan Santos Miranda.

Audiência de custódia

De acordo com o Tribunal, a audiência de custódia tem como objetivo verificar a legalidade da prisão em flagrante, a necessidade de sua manutenção e eventual ocorrência de maus-tratos ou outras irregularidades. Também são avaliadas as condições de saúde dos custodiados.

O procedimento, no entanto, não analisa a responsabilidade criminal dos investigados pelos fatos apurados.

Investigação sobre os R$ 2,5 milhões

Os dois homens foram presos em flagrante pela Polícia Federal na quarta-feira (16), após a retirada de R$ 2,5 milhões em espécie de uma agência bancária em Belém. A PF investiga a origem e a possível destinação dos recursos.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, a suspeita é de que o dinheiro tenha origem em desvio de recursos públicos e pudesse ser utilizado para financiamento irregular de campanhas eleitorais. A apuração conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), que auxilia na análise e rastreamento dos recursos.

Além do dinheiro, a PF apreendeu uma arma de fogo e outros materiais que deverão ser analisados durante o inquérito.

João Coelho e Adriano Coelho

O caso também envolve, segundo apurações jornalísticas, os irmãos João Coelho e Adriano Coelho. João é vereador de Belém pelo PDT e disputa uma vaga de deputado estadual nas eleições deste ano. Adriano é deputado estadual pelo MDB e concorre a uma vaga de deputado federal.

Os dois políticos não foram presos na ação que resultou na apreensão dos R$ 2,5 milhões. A investigação busca esclarecer a origem do dinheiro e sua eventual relação com as campanhas eleitorais.

O TRE-PA, entretanto, não divulgou os nomes dos investigados presos. Segundo o Tribunal, isso ocorre porque o caso ainda está na fase de inquérito policial, sem processo criminal instaurado. Por essa razão, os dois homens são considerados flagranteados, e não réus.

O que acontece agora

O inquérito policial ainda está em andamento. A conclusão da investigação poderá resultar no oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Eleitoral, que posteriormente será analisada pela Justiça.

Até que isso ocorra, os investigados permanecem sob a condição de flagranteados, e a situação das prisões depende da decisão do relator do caso no TRE-PA.

O espaço permanece aberto para manifestações de João Coelho, Adriano Coelho e das defesas dos dois homens presos.

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